Mostrando postagens com marcador Exercícios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exercícios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que vou ser quando envelhecer?

Por Bárbaba Semerene
Desde criança eu ouvia as pessoas dizerem que sou distraída. Vivia no meu mundinho particular, das ideias, sem prestar muita atenção no espaço físico ao meu redor. De fato, a cor da parede ou o material dos móveis nunca me chamaram muito a atenção. Mas, na verdade, eu não era distraída, apenas focava meu olhar nos seres humanos e gostava de elocubrar como devia ser estar na pele deles. Principalmente na dos mais velhos, como que para imaginar o que me aguardava logo ali na esquina da vida.

Observava o meu pai organizando as contas da casa, correndo para nos levar para a escola, para a aula de natação, para o curso de inglês. Conversando na mesa do almoço sobre política enquanto assistia ao jornal. Negociando com o gerente do banco a melhor aplicação para organizar sua poupança para a compra de um carro e para nossos estudos no exterior. Aquilo tudo me parecia tão árduo. Eu pensava: "como deve ser difícil ser adulto, acumular tantas responsabilidades. Será que eu vou conseguir me organizar assim, administrar tudo isso?". Uma vez até expressei este raciocínio em voz alto para o meu pai. Ele sorriu e disse "a gente tem que dar conta, aos poucos vamos acrescentando novos compromissos e nos habituamos a eles".
As expectativas foram quase todas preenchidas: vivi com intensidade e paixão a juventude, e hoje profissional casada e com filho, continuo achando difícil organizar todos os setores da vida. Talvez eu não tenha sido capaz de dar um novo olhar, no presente, para o cenário que havia vislumbrado previamente.


Hoje eu estava no banheiro da minha academia, onde tem muitas senhoras da terceira idade. Parei para observar seus movimentos lentos trocando cada peça de roupa que vestia sua pele flácida. Calcinha e sutiã beges. Penteavam cuidadosamente os cabelos grisalhos. Com a calma de quem não tem mais filhos pequenos esperando para serem cuidados, nem adolescentes que precisam ser vigiados. Com a calma de quem talvez não tenha nem mais marido, nem uma casa movimentada para administrar. Com a calma de quem não tem mais chefe para dar satisfação, nem trabalho para tocar. Calma.
Tive sentimentos ambíguos em relação à próxima esquina por onde vou passar (na melhor das hipóteses). Há algum tempo talvez eu sentisse medo ou pesar. Mas ando tão exausta desta vida frenética, que já há alguns anos tenho aprendido a desassociar estar sozinho e em paz de sentir-se solitário, e a distinguir calma de tristeza. Talvez possa haver, sim, alegria na tranquilidade. Deve haver certo alívio quando se sente praticamente obrigada a viver mais lentamente. Mais do que não ter mais forças para correr, não se tem mais pressa. Isso pode ser libertador depois de anos de labuta, de urgências, de prazeres e desprazeres intensos.

Então, antes de me permitir ter pena da vida que eu quase julguei "vazia de sentido" dessas senhoras, tento imaginar a preguiça que elas devem sentir só de olhar para mim correndo para me aprontar, tentando secar os cabelos, ao mesmo tempo que contorço o pescoço segurando o celular com os ombros para dar algumas ligações urgentes, e saindo ofegante, acelerada, sem mal ter tempo de dizer "até logo", para não perder a hora de chegar no escritório. Saí da academia satisfeita em pensar que estou me preparando para ser uma velhinha feliz. Porque cada fase deve ser vivida em sua inteireza. 
Fonte: Brasil Post

sábado, 9 de julho de 2016

Pouca exposição ao sol pode prejudicar a saúde dos ossos

Usar filtro solar é sempre uma recomendação para proteger a pele. Essa prática, porém, pode trazer riscos à saúde dos ossos se não for feita corretamente. O motivo é que os filtros solares diminuem em 90% a absorção de vitamina D, produzida pelo organismo quando exposto ao sol.

Os raios ultravioletas do tipo B (UVB), emitidos pela luz solar, são capazes de ativar a síntese desta substância. A vitamina D é o mais potente hormônio que o corpo produz e o sol tem importância vital para a sua absorção, pois é o responsável por gerar de 80% a 90% da vitamina que o corpo recebe. Por isso os riscos de passar o filtro solar em todas as partes do corpo. Precisamos da vitamina D, que ajuda na fixação do cálcio, principalmente as mulheres, que têm maior incidência de osteopenia, já na meia idade, podendo agravar-se para a osteosporose.

A deficiência de vitamina D também influencia o aparecimento de síndromes do sistema imunológico, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, além de estar relacionada a processos inflamatórios, aumento da pressão arterial, obesidade e diabetes.

Responsável por regular a absorção de cálcio e fósforo, a vitamina D – que na verdade é um hormônio esteroide lipossolúvel – controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. Também ajuda a manter o bom funcionamento do cérebro e do tecido ósseo, fortificando ossos, dentes e músculos.
Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos do cálcio proveniente da alimentação. A osteoporose, um dos males típicos da terceira idade, é uma das principais doenças que podem ser prevenidas por meio da vitamina D. Com a insuficiência dessa substância, o corpo não absorve o cálcio de maneira adequada, deixando assim os ossos fracos e vulneráveis.

À medida que a pessoa envelhece, sua capacidade de produzir vitamina D diminui. Um idoso precisa ficar quatro vezes mais tempo no sol para obter a mesma concentração de vitamina D que um jovem de 20 anos. Com isso, há prejuízos na fixação de cálcio, aumentando os riscos de perda de massa óssea. Deve-se tomar banho de sol por 15 a 20 minutos todos os dias, sem usar filtro solar nos braços e pernas, pois a quantidade de vitamina D que é absorvida é proporcional à extensão de pele que está exposta. Além disso, quanto mais idade, mais tempo de exposição é necessário. Por isso, muitas vezes, é preciso fazer uso de suplementação mineral para se chegar aos níveis recomendados de cálcio, principalmente a partir da meia idade.

Fonte: Coisa de Velho 


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Aplicativos úteis para idosos e cuidadores

Os idosos estão cada vez mais conectados. Dessa forma, tornam-se cada vez mais necessários aplicativos e tecnologias voltados para a terceira idade. Aliados a descoberta de novos remédios e tratamentos que prolongam a vida das pessoas, os aplicativos de celular podem contribuir para ajudar nas dificuldades da velhice. Listamos alguns aplicativos que podem ser muito úteis para a saúde e a mente dos idosos. E que, mais do que isso, podem ser até bastante divertidos e estimulantes.



Caixa de Remédios
Conforme os anos passam, a tendência é que a memória fique cada vez mais fraca. A necessidade de remédios, por sua vez, só aumenta. O aplicativo foi criado para organizar medicamentos que devem ser tomados e emite lembretes para que o usuário não esqueça de tomá-los. Uma das funções mais notáveis da ferramenta é a possibilidade de escanear o código de barras do remédio e localizar os preços do medicamento em lojas virtuais. Dessa forma, é possível comparar valores e decidir onde comprar. A ferramenta é gratuita e está disponível para Android, IOS e Windows Phone.

CPqD Alcance
O aplicativo foi desenvolvido originalmente para deficientes visuais, mas é bastante útil para quem já não enxerga tão bem quanto antes. Criado pelo CPqD, instituição que trabalha no desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação, facilita o uso do celular através da divisão da tela em seis grandes áreas. A primeira opção é composta por seis funções básicas - realizar e receber chamadas, histórico de ligações, contatos, mensagens de texto, nível de bateria e sinal da operadora, além de data e hora. Ao deslizar o dedo para a esquerda, novas telas com mais opções de recursos vão aparecer. Para selecionar uma das opções, é só tocar duas vezes sobre a área escolhida. O aplicativo está disponível para celulares Android e é gratuito.

Cuidar de idosos
O aplicativo disponibiliza dicas e explicações para ajudar cuidadores e famílias a cuidar melhor de idosos. A opção “emergências em idosos” lista os problemas mais comuns que podem acontecer de uma hora para outra com o idoso, como febre, falta de ar, convulsão e desmaio. Ao clicar em uma das opções, o aplicativo fornece orientações sobre como agir em cada situação. Além disso, a ferramenta oferece dicas direcionadas aos cuidadores sobre como melhorar o atendimento ao paciente e dicas para lidar com o Alzheimer. O “Cuidar de idosos” é gratuito e está disponível para IOS, Android e Windows Phone.

Elderly Care
Assim como o “Cuidar de idosos”, é voltado para cuidadores, oferecendo informações e inspiração para cuidar do paciente. Além disso, ajuda a localizar farmácias próximas através do GPS do aparelho e permite que os usuários compartilhem histórias entre si. O objetivo é inspirar outros cuidadores e ajudá-los em momentos difíceis através de experiências próprias. Mesmo que o usuário não publique uma história, pode ler relatos de outras pessoas. O cuidador também pode se cadastrar no mailing do aplicativo para receber notícias e boletins informativos. A ferramenta é gratuita e pode ser baixada nos sistemas IOS, Android e Windows Phone.

Jogos para Idosos
Nada melhor do que jogos para exercitar a memória e manter a mente viva. Essa é a proposta do “Jogos para Idosos”, aplicativo que oferece oito jogos simples e divertidos voltados para a terceira idade. Cada um deles tem o propósito de exercitar uma determinada habilidade - lógica, velocidade, memória, percepção, cálculo, consciência, reconhecimento e foco. O aplicativo custa 1,99 dólar e está disponível apenas para IOS.

Pressão Arterial
A ferramenta foi criada para ajudar o usuário a gerenciar as medidas de pressão sanguínea e acompanhar o seu progresso. Entre os recursos, ele calcula automaticamente o índice de massa corporal (IMC), pressão de pulso (PP) e pressão arterial média (PAM). A cada medição, podem ser acrescentadas observações, como “antes do almoço” e “braço esquerdo”, dependendo do momento e local. O progresso do usuário pode ser analisado através de gráficos e estatísticas do aplicativo. Todas as informações sobre a pressão sanguínea podem ser compartilhadas com médicos e família através do envio de e-mail ou mensagem de texto. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.

Teste seu cérebro
Quer avaliar o estado de funcionamento de um idoso? O “Teste seu Cérebro” é a opção perfeita. Através de uma série de jogos-teste, indica se o usuário deve ou não procurar ajuda especializada. Em um dos testes, por exemplo, o idoso deve relacionar as imagens de refeições com o horário. Em outro, tem que contar quantas abelhas vê na tela. Quando a sequência de jogos for terminada, será informada a pontuação atingida em cada função, como gerenciamento financeiro, memória facial, reconhecimento auditivo, memória visual, memória auditiva, orientação temporal e atenção. O aplicativo custa 4,99 dólares e está disponível para IOS.

WebMD
O WebMD é um aplicativo do Medscape, conhecido site de consulta para médicos, que disponibiliza informações, de maneira direta e simples, sobre saúde. É dividido em quatro grandes funções: sintomas, doenças, primeiros socorros e localização de postos de saúde. O aplicativo oferece, por exemplo, uma extensa lista de medicamentos com informações sobre uso, efeitos colaterais, precauções e interações. Além disso, tem um dicionário de termos médicos e explica como são realizados testes e procedimentos médicos. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Os 60 são os novos 40

Ainda que o IBGE e a Organização Mundial da Saúde considerem idoso quem tem 60 anos ou mais, quem chegou nessa fase não se encara como parte da terceira idade

A cada ano, cerca de 650 mil brasileiros chegam aos 60 anos. Para a Organização Mundial da Saúde, é aí que começa a terceira idade, quando, oficialmente, eles podem ser chamados de idosos. Na prática, a palavra gera desconforto.

Conhecidos como baby boomers (nascidos entre 1945 e 1960), os sessentões de hoje estão longe da ideia de aposentados que encaram a fase como o fim das atividades úteis. Alguns se preparam para encerrar o ciclo do trabalho formal, mas descansar não é um plano viável: para eles, chegar aos 60 significa abandonar a idade cronológica e aproveitar o momento para realizar sonhos que tinham ficado para trás. É chegada a hora de conquistar a vida que queriam ter. E o que define a vida dos sessentões são liberdade e autonomia: 65% das mulheres nessa faixa etária vivem sozinhas – eles são apenas 31% –, e 71% dos idosos brasileiros têm independência financeira.
– Há alguns anos, pensar na velhice era algo que acontecia só dentro das famílias, era algo privado. Hoje, há uma atenção cada vez maior para a qualidade do envelhecimento. Finalmente, o idoso é considerado um ator político, um importante consumidor com espaço maior na sociedade – afirma Guita Grin Debert, professora de antropologia na Universidade Estadual de Campinas.
Hoje, há 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil. Esse número é 50% maior do que na década passada. Proporcionalmente, as regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dessa população. De acordo com o último Censo, das 20 cidades com maior proporção de pessoas com mais de 60 anos, 18 são gaúchas.
Os 60 são os novos 40. A OMS encara esse grupo como idosos e isso têm suas vantagens e desvantagens. É bom porque garante direitos a um público que não era muito assistido. Ao mesmo tempo, é ruim porque eles enfrentam preconceito. São vistos como velhos, mas estão mais preocupados com a saúde, mudaram o estilo de vida porque querem viver mais e ainda têm pique para continuar trabalhando. Segundo o IBGE, 27% dos idosos brasileiros continuam trabalhando _ e isso inclui os setentões e os longevos (pessoas com mais de 80 anos). A "cronologização" da vida mudou. A idade é um sistema que padroniza a hora de iniciar a escola e de se aposentar, por exemplo, mas que hoje exige flexibilização.

A aposentadoria não é o fim da vida útil, apenas significa que vão sobrar mais tempo, depois de tantos anos de produção intensa, para aproveitar outras experiências. Antigamente, a idade tinha conotação de perda, de declínio. Hoje, são os ganhos que têm destaque na vida das pessoas mais velhas.
Fonte: ZH Clicrbs

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Conheça a ginasta mais velha do mundo

Johanna Quaas tem 88 anos e continua praticando o esporte. Veja como ela faz para manter a forma e a paixão pelo esporte.

 


Johanna Quaas tem 88 anos, é de Halle, na Alemanha, e é atualmente a ginasta em atividade mais velha do mundo. Ela começou a se interessar por ginástica na infância, por influência de seus pais, e brincava com os aparelhos de um parque perto de sua casa.

A primeira competição de Johanna foi em 1934, e ela nunca mais parou de praticar ginástica. Não chegou a participar dos Jogos Olímpicos, mas foi treinadora de várias ginastas que competiram. Por participar - e vencer - campeonatos para veteranos, a atleta conseguiu entrar no Guiness Book como a ginasta mais velha do mundo. O que impressiona no exemplo de Johanna é que as ginastas costumam se aposentar até antes dos 30 anos. Ela, no entanto, está quase chegando aos 90 e em plena atividade.


Para manter a boa forma e o condicionamento físico, Johanna faz treinos de ginástica três vezes por semana em uma academia de sua cidade e também segue uma dieta bastante controlada e balanceada. Ela também divulga seu trabalho fazendo apresentações e dando palestras sobre sua experiência no esporte.



Fonte: Yahoo 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fisiculturista de 75 anos entra para o livro do Guinness


Essa é para você que, no auge dos seus 30 anos, reclama que está em pique para se exercitar: Ernestine Shepherd tem 75 anos e é a fisiculturista mais velha do mundo. Aos 53 anos decidiu que iria mudar completamente os seus hábitos, passando a fazer esportes diariamente e com total dedicação.

Além de fazer parte do livro dos recordes do Guinness, Ernestine é personal trainer, treinadora certificada e dedica-se a inúmeros trabalhos de voluntariado. Como o tempo que lhe sobra é tão escasso, a recordista levanta-se todos os dias às três da manhã para começar o seu treino, que consiste em correr mais de 10 km e levantar pesos.

A sua inspiração nasceu pela admiração que tem por Sylvester Stallone, mas hoje em dia Ernestine Shepherd inspira várias pessoas que não ficaram indiferentes à sua determinação. A fisiculturista profissional não esconde o seu segredo de ninguém. Ela acredita que para nos mantermos jovens, temos que praticar exercícios físicos. Gosta de dizer que a sua idade não passa de um número. Na sua entrevista à BBC diz que o seu objetivo é inspirar outras pessoas a fazerem esportes e a terem uma alimentação mais saudável.




Fonte: Revista Viver 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Terceira idade moderna com idosos superativos

Hoje em dia os idosos estão mais ativos que muitos jovens sedentários e isso está se tornando cada vez mais frequente. As opções para quem tem larga experiência de vida são várias além do tradicional tricô feito no quintal de casa ou da cadeira de balanço.


O cantor e compositor Chico Buarque é um exemplo. Com 70 anos completos recentemente, ele continua ativo e promovendo shows e turnês como um dos maiores nomes da nossa MPB. E o seu exemplo não é o único. Em algumas casas de repouso, como na Dolce Vivere, podemos encontrar várias pessoas com mais de 60 anos, que vivem ativas e com saúde.

A realidade do idoso do século XXI é muito diferente de tempos atrás. Eles participam de aulas de danç, ginástica, alongamento e oficinas criativas com gosto além de aproveitar a vida e a saúde que têm. A velhice tinha outro conceito, agora a terceira idade é ativa aumentando até o tempo de vida.

E você, que tipo de atividades costuma fazer para se manter ativo?


Fonte: Viva Sênior 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Projeto voluntário utiliza cães para ajudar na recuperação de crianças e idosos

O “Patinhas do Bem” conta com vários cães de temperamento dócil que realizam visitas em hospitais, creches, escolas e asilos, levando alegria a quem precisa



Cães trazem alegria e afeto, são amigos e, além de inúmeras outras qualidades, ajudam na recuperação de crianças e idosos. Estes cães fazem parte do projeto “Patinhas do Bem”, criado em 2008 pelo adestrador e organizador de eventos Denizard Baldan, no Rio de Janeiro. 

Em parceria com donos de cães, o “Patinhas do Bem” realiza, atualmente, visitas mensais a diversas instituições especiais que cuidam de crianças, adultos e idosos enfermos ou portadores de algum tipo de deficiência física ou mental.

O projeto conta com vários cães de temperamento dócil, com vacinação e vermifugação em dia e com uma terapeuta ocupacional que acompanha as visitações do projeto. Durante as visitas, são realizadas diversas atividades com cães e pacientes, entre elas, apresentação de agility (provas onde o cão percorre um circuito de obstáculos no menor tempo possível e com o menor número de faltas), show dog, contato com o animal, brincadeiras para trabalhar a motricidade e estimular o raciocínio, desfile de cães fantasiados e sorteio de brindes. 

O projeto é 100% filantrópico e tem por objetivo proporcionar uma tarde de alegria e descontração, principalmente para a recuperação da saúde dessas pessoas. A relação de convivência com um animal ajuda, e muito, no desenvolvimento emocional e na auto-estima das pessoas. A cada visita que realizada, os idealizadores do projeto saem com a sensação de dever cumprido. A ideia é formar grupos de voluntários em todo o Brasil, criando uma grande rede do bem.

A interação entre paciente e cão é um instrumento que auxilia no tratamento das dificuldades motoras, de relacionamento e de aprendizagem. Os cães têm a afetividade e a reciprocidade como características principais e isso auxilia no acesso e no desbloqueio das emoções devido ao vínculo paciente-animal. O projeto “Patinhas do Bem” é aberto a todos que queiram participar, mas é fundamental que o cão seja dócil, que tenha um acompanhamento veterinário e que esteja habituado ao convívio com outras pessoas e animais. Durante a seleção de novos voluntários, são realizadas entrevistas com os donos e um veterinário responsável do projeto analisa o animal.

Fonte:  Jornal do Rio (TV Bandeirantes)