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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Netos e avós: a importância dessa relação

Resultados de novas pesquisas reforçam que a convivência entre crianças e idosos é benéfica para ambos os lados



A maioria dos animais vertebrados morre pouco tempo depois do fim da fase reprodutiva. Os humanos, mesmo muitos anos após deixar de ter filhos, continuam vivos e, ao que tudo indica, isso acontece justamente para que possam ajudar seus próprios filhos a cuidar dos filhos deles. A ciência reconhece que os idosos contribuem muito com a sobrevivência dos mais novos.

O que diz a ciência
Uma nova pesquisa sobre o assunto foi realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.  Os cientistas elaboraram uma hipótese de que os avós com a mente saudável aumentam as chances de sobrevivência dos filhos de seus filhos porque, assim, são capazes de transmitir a eles seus conhecimentos e habilidades. Como um reforço à teoria, eles procuraram e conseguiram identificar em vários genes mutações relativamente novas que protegem contra doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, que costuma aparece em pessoas idosas. 

Segundo os cientistas, parece estar havendo uma seleção natural diante de nossos olhos. Ou seja, as pessoas que têm esses genes vivem mais (porque estão protegidas contra as doenças neurodegenerativas) e, consequentemente, conseguem colaborar mais com a criação dos netos, pois estão saudáveis.

O fato de os avós não terem mais filhos pequenos para cuidar permite que eles tenham tempo e condições de ajudar nos cuidados com os netos, contribuindo para a sobrevivência das novas gerações, além de passar conhecimentos e sabedoria. No entanto, os avós deixam de ter essa utilidade se apresentarem doenças como o Alzheimer. Assim, parece que as variantes de genes que protegem contra a demência estão sendo selecionadas nos seres humanos.

Os benefícios da convivência
Não é preciso muito esforço para notar como a interação entre netos e avós é positiva. Durante 19 anos foram estudados 374 avós e 356 netos. O objetivo era entender a influência dessa convivência, tanto na vida das crianças, como na dos idosos.

Os resultados revelam que os dois lados se beneficiam desse relacionamento. Para os avós, a conexão permite contato com uma geração muito mais nova e, consequentemente, uma abertura a novas ideias. Para os netos, os idosos oferecem a sabedoria adquirida durante a vida – e esse conhecimento acaba sendo incorporado pelas crianças quando elas se tornam adultas. Os avós também costumam passar às novas gerações muitas histórias sobre o passado, o que é enriquecedor para qualquer criança. Além de tudo isso, os pesquisadores também concluíram que a relação avós-netos pode ajudar a diminuir sintomas depressivos para ambas as partes.
A convivência é muito benéfica para ambos, especialmente porque os avós estão, na maioria das vezes, em uma etapa da vida em que podem aproveitar os netos melhor do que aproveitaram os próprios filhos: levar para passear e brincar, para os avós, não é uma obrigação ou uma forma de gastar a energia da criança, mas uma oportunidade deliciosa de curtir o neto e se divertir de verdade com ele.

Não há limite para os encontros entre avós e netos – desde que os momentos de descanso dos avós sejam respeitados. Mas e quem mora longe?  A tecnologia pode dar uma boa ajuda. Com celular, mídias sociais, computador e um pouco de esforço, os avós podem participar melhor da vida dos netinhos distantes.

Fonte: Revista Crescer 


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Estudante cria luva especial para controlar tremores de Parkinson

Aparelho usa giroscópios, dispositivos similares aos usados em satélites, para manter mãos firmes.


Um estudante de medicina do Imperial College de Londres criou uma luva que ajuda os pacientes com mal de Parkinson a manter a firmeza das mãos.  Usando giroscópios - mecanismos similares usados para manter a estabilidade de satélites no espaço - o dispositivo tenta controlar os tremores típicos de pacientes da doença.

Segundo Faii Ong, o inventor do aparelho, a vontade de criar algo que ajudasse vítimas do mal de Parkinson surgiu quando ele participou da equipe que cuidava de uma paciente de 103, parte de seu treinamento. Após elaborar diversos projetos, o estudante criou uma startup, e junto com outros colegas conseguiu levantar a verba para montar os primeiros protótipos do aparelho.

Giroscópios são pequenos discos de metal postos em rotação para conservar posição por meio do princípio físico de conservação de momento angular. Um objeto em rotação tende a permanecer rodando em torno do mesmo eixo e reage a forças que tentam deslocá-lo.

A ideia de usar esse tipo de mecanismo só veio após teste outras abordagens, como elásticos, molas, ímãs e outros componentes para controlar os tremores.

Segundo a GyroGear, startup criada para desenvolver o produto, testes de bancada mostram que a luva especial, batizada de GyroGlove, foi capaz de reduzir a amplitude dos tremores em 80%. Esse grau de eficiência permitiria a vítimas de casos mais graves da doença voltarem a escrever, usar talheres e fazer café usando o invento.

Demonstrando protótipos, Ong já venceu três concursos de startups, que o ajudaram a capitalizar a GyroGear. A revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o inventor ainda busca resolver alguns problemas finais asssociados ao produto, mas que a GyroGlove tem previsão de entrar no mercado em setembro de 2016, com preço estimado entre 550 e 850 dolares.

Fonte: G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que vou ser quando envelhecer?

Por Bárbaba Semerene
Desde criança eu ouvia as pessoas dizerem que sou distraída. Vivia no meu mundinho particular, das ideias, sem prestar muita atenção no espaço físico ao meu redor. De fato, a cor da parede ou o material dos móveis nunca me chamaram muito a atenção. Mas, na verdade, eu não era distraída, apenas focava meu olhar nos seres humanos e gostava de elocubrar como devia ser estar na pele deles. Principalmente na dos mais velhos, como que para imaginar o que me aguardava logo ali na esquina da vida.

Observava o meu pai organizando as contas da casa, correndo para nos levar para a escola, para a aula de natação, para o curso de inglês. Conversando na mesa do almoço sobre política enquanto assistia ao jornal. Negociando com o gerente do banco a melhor aplicação para organizar sua poupança para a compra de um carro e para nossos estudos no exterior. Aquilo tudo me parecia tão árduo. Eu pensava: "como deve ser difícil ser adulto, acumular tantas responsabilidades. Será que eu vou conseguir me organizar assim, administrar tudo isso?". Uma vez até expressei este raciocínio em voz alto para o meu pai. Ele sorriu e disse "a gente tem que dar conta, aos poucos vamos acrescentando novos compromissos e nos habituamos a eles".
As expectativas foram quase todas preenchidas: vivi com intensidade e paixão a juventude, e hoje profissional casada e com filho, continuo achando difícil organizar todos os setores da vida. Talvez eu não tenha sido capaz de dar um novo olhar, no presente, para o cenário que havia vislumbrado previamente.


Hoje eu estava no banheiro da minha academia, onde tem muitas senhoras da terceira idade. Parei para observar seus movimentos lentos trocando cada peça de roupa que vestia sua pele flácida. Calcinha e sutiã beges. Penteavam cuidadosamente os cabelos grisalhos. Com a calma de quem não tem mais filhos pequenos esperando para serem cuidados, nem adolescentes que precisam ser vigiados. Com a calma de quem talvez não tenha nem mais marido, nem uma casa movimentada para administrar. Com a calma de quem não tem mais chefe para dar satisfação, nem trabalho para tocar. Calma.
Tive sentimentos ambíguos em relação à próxima esquina por onde vou passar (na melhor das hipóteses). Há algum tempo talvez eu sentisse medo ou pesar. Mas ando tão exausta desta vida frenética, que já há alguns anos tenho aprendido a desassociar estar sozinho e em paz de sentir-se solitário, e a distinguir calma de tristeza. Talvez possa haver, sim, alegria na tranquilidade. Deve haver certo alívio quando se sente praticamente obrigada a viver mais lentamente. Mais do que não ter mais forças para correr, não se tem mais pressa. Isso pode ser libertador depois de anos de labuta, de urgências, de prazeres e desprazeres intensos.

Então, antes de me permitir ter pena da vida que eu quase julguei "vazia de sentido" dessas senhoras, tento imaginar a preguiça que elas devem sentir só de olhar para mim correndo para me aprontar, tentando secar os cabelos, ao mesmo tempo que contorço o pescoço segurando o celular com os ombros para dar algumas ligações urgentes, e saindo ofegante, acelerada, sem mal ter tempo de dizer "até logo", para não perder a hora de chegar no escritório. Saí da academia satisfeita em pensar que estou me preparando para ser uma velhinha feliz. Porque cada fase deve ser vivida em sua inteireza. 
Fonte: Brasil Post

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Idoso é o novo desafio para indústria da moda

"Eu estou vestindo uma bermuda e por isso as pessoas olham para mim espantadinhas", conta Marilda Ferraz, 75. Um vestuário à altura da vida atarefada é algo que mulheres como ela, acima dos 50 anos, consideram imprescindível. Mas não costuma ser uma tarefa simples encontrá-lo. A velhice, se não chega a ser um tabu para a indústria da moda, é praticamente ignorada por ela.

"Tomamos cuidado com o corpo, com o cabelo, com a maquiagem. Mas na moda existe um exagero: ficamos com cara de velhinha, ou então de velhinha querendo parecer menina", diz Marilda.

O Instituto de Estudos e Marketing Industrial de São Paulo (Iemi) faz pesquisas de mercado nos setores de vestuário, calçados e móveis para que os lojistas entendam melhor o comportamento do consumidor. Algumas dessas pesquisas apontam maior participação de pessoas acima dos 65 anos no setor da moda. Não houve um aumento só na população de idosos, mas também em seu poder de compra. Existe uma predisposição para que os idosos se tornem a grande fatia do mercado a partir de 2030.

Marilda vai ao cabeleireiro, dirige, trabalha e consome. "Eu me sinto integrada à sociedade. Daqui a algum tempo, tudo o que faço, que hoje ainda é considerado surpreendente, será visto com naturalidade", diz. Ela se refere não só ao envelhecimento da população brasileira, mas também a uma mudança no perfil da terceira idade.

Pedagoga há 40 anos, Marilda divide a semana entre São Paulo, onde trabalha e pratica ioga, e sua cidade natal, Guaxupé (MG), onde vive o marido. Percorre o trajeto de 300 km de ônibus. "Minhas amigas trabalham para complementar a aposentadoria e fazem cruzeiros para todo canto." E avisa as mais novas: "Quando chegar a vez de vocês, terão muito mais obrigações".
Apesar de todas essas mudanças, o desenvolvimento de vestuário voltado para esse público ainda é um movimento embrionário na indústria da moda.

Segundo Patricia Sant'Anna, 37, pesquisadora do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda da Unicamp, esse público alvo é muito difícil de satisfazer. "O cliente não pode ser chamado de velho. Temos que reinventar um nome, uma ideia de elegância e propor isso de maneira sutil. Não querem ser excluídos do universo da moda e nem uniformizados por um figurino da terceira idade."

O estilista Ronaldo Fraga, 45, diz que não existe moda para terceira idade. "Era muito comum senhorinhas entrarem na loja e dizerem que iam comprar roupa para suas netas. Mas, na verdade, estavam comprando pra elas mesmas."

Em 2009, Fraga fez a coleção Risco de Giz que foi apresentada na São Paulo Fashion Week por idosos e crianças. Para ele, o desfile significou mais: "Vivemos num país tão jovem que uma pessoa se torna invisível para a sociedade depois que faz 65 anos. O que nós estamos fazendo com os nossos velhos? Como queremos envelhecer?".

O fashionista americano Ari Cohen retrata senhoras de Nova York com um estilo diferenciado em seu blog Advanced Style (estilo avançado, em tradução livre) e comenta: "A indústria da moda está aberta a todos. As mulheres mais velhas que eu conheço ainda fazem compras e lêem revistas de moda. A publicidade pode ainda tentar convencer as pessoas de que ser jovem é melhor, mas eu acho que usar modelos mais velhas diria algo de bom sobre a qualidade da marca." Ronaldo Fraga concorda. "Se a moda não quiser olhar para os idosos pelo olhar humanizador, de inclusão, que seja pelo econômico: A indústria está comendo mosca."

Fonte: Folha Uol

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Troca de cartas entre crianças e idosos cria "amizade das gerações"


Com as mãos atadas e sendo acarinhada por Daniela Oliveira Zanatta, 7, Angelina Giannini, 92, se entusiasma ao contar da experiência recente de trocar cartas e histórias de vida com a menina. A dupla fez parte de uma iniciativa inédita idealizada pelo curso de gerontologia da USP, que tem unido, por meio de cartas escritas à mão, gerações diferentes para compartilhamento de aprendizado e afeto.

Durante dois meses, 19 idosos de um residencial na zona oeste de São Paulo, receberam e enviaram correspondências alunos de 7 a 9 anos de um colégio da zona sul. Para os que comandaram e viabilizaram o projeto, resultados positivos foram notados nas duas pontas. O idoso tem um ganho de autoestima ao transmitir conhecimento, tem uma oportunidade de criar uma relação nova com alguém de uma geração diferente.

A coordenadora da escola, afirma que as crianças tanto puderam praticar um gênero textual com o qual não tinham familiaridade como tiveram a chance de obter mais informações sobre a velhice, suas necessidades e suas vontades.

Emoção
Alguns temas foram previamente selecionados para a correspondência, que começava da criança para o idoso: uma apresentação do autor e de sua família, um relato a respeito de momentos inesquecíveis da vida e planos para o futuro.

Os alunos usaram pseudônimos. Não estava no plano um encontro ao vivo entre os grupos, mas a ansiedade das duplas foi tão grande que acabou acontecendo uma grande festa no lar que residem os idosos. A ação selou as amizades à base de abraços, beijos e lágrimas. Ninguém imaginava que as cartas seriam algo tão relevante como se tornaram: estímulos de valorização da vida e criação de respeito entre gerações. Foi algo inesquecível. Eles criaram um vínculo verdadeiro.

Mesmo depois do fim do projeto, com 120 cartas, algumas duplas resolveram seguir ativas na troca de mensagens, que continuam a ser escritas sem auxílio de tecnologia. Nessa nova fase de amizade, há também envio de presentes e visitas aos idosos.

As crianças do colégio também tiveram aulas e disputaram jogos com a temática da velhice. Em uma das oficinas, brincaram com super-heróis envelhecidos. Naturalmente, o idoso acaba criando um sentimento de solidão. As crianças são capazes de quebrar essa sensação.

Fonte: Folha 

sábado, 9 de julho de 2016

Pouca exposição ao sol pode prejudicar a saúde dos ossos

Usar filtro solar é sempre uma recomendação para proteger a pele. Essa prática, porém, pode trazer riscos à saúde dos ossos se não for feita corretamente. O motivo é que os filtros solares diminuem em 90% a absorção de vitamina D, produzida pelo organismo quando exposto ao sol.

Os raios ultravioletas do tipo B (UVB), emitidos pela luz solar, são capazes de ativar a síntese desta substância. A vitamina D é o mais potente hormônio que o corpo produz e o sol tem importância vital para a sua absorção, pois é o responsável por gerar de 80% a 90% da vitamina que o corpo recebe. Por isso os riscos de passar o filtro solar em todas as partes do corpo. Precisamos da vitamina D, que ajuda na fixação do cálcio, principalmente as mulheres, que têm maior incidência de osteopenia, já na meia idade, podendo agravar-se para a osteosporose.

A deficiência de vitamina D também influencia o aparecimento de síndromes do sistema imunológico, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, além de estar relacionada a processos inflamatórios, aumento da pressão arterial, obesidade e diabetes.

Responsável por regular a absorção de cálcio e fósforo, a vitamina D – que na verdade é um hormônio esteroide lipossolúvel – controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. Também ajuda a manter o bom funcionamento do cérebro e do tecido ósseo, fortificando ossos, dentes e músculos.
Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos do cálcio proveniente da alimentação. A osteoporose, um dos males típicos da terceira idade, é uma das principais doenças que podem ser prevenidas por meio da vitamina D. Com a insuficiência dessa substância, o corpo não absorve o cálcio de maneira adequada, deixando assim os ossos fracos e vulneráveis.

À medida que a pessoa envelhece, sua capacidade de produzir vitamina D diminui. Um idoso precisa ficar quatro vezes mais tempo no sol para obter a mesma concentração de vitamina D que um jovem de 20 anos. Com isso, há prejuízos na fixação de cálcio, aumentando os riscos de perda de massa óssea. Deve-se tomar banho de sol por 15 a 20 minutos todos os dias, sem usar filtro solar nos braços e pernas, pois a quantidade de vitamina D que é absorvida é proporcional à extensão de pele que está exposta. Além disso, quanto mais idade, mais tempo de exposição é necessário. Por isso, muitas vezes, é preciso fazer uso de suplementação mineral para se chegar aos níveis recomendados de cálcio, principalmente a partir da meia idade.

Fonte: Coisa de Velho 


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Aos 60 anos, aposentado realiza o sonho de ser modelo

O francês Philippe Dumas, de 60 anos, já é aposentado, mas sempre teve o sonho de trabalhar como modelo. Foi pensando nisso que ele resolveu dar uma última chance para esse desejo e compartilhou algumas fotos suas na rede social Reddit.
“Aposentado, mas não afastado. Dando uma última chance ao sonho da minha vida de tornar-me modelo. Será que tenho essa força em mim?”, escreveu na legenda da foto.
E não é que além de levar jeito ele deu sorte? As imagens, que foram publicadas em 2015 por Philippe, fizeram o maior sucesso e fez com que ele conseguisse ser contratado por quatro agências de modelo.  Hoje em dia, o francês faz vários trabalhos como modelo. Philippe contou que trabalhou por muitos anos na indústria cinematográfica, mas depois que a empresa em que ele trabalhava foi à falência, ele procurou por uma solução, que foi modelar.
“Deixei minha barba crescer. Foi quando as pessoas começaram a se interessar pelo meu olhar, entrei pras agências e comecei a modelar. Muitos fotógrafos começaram a me contatar pra fazer testes ou projetos diferentes”, lembrou. “Minha carreira como modelo sênior é recente, mas ela começou bem. Eu tenho grandes expectativas”, disse.
E como ele mantém esse corpão? “Faço balé pra me divertir e tenho uma boa postura corporal. Em relação à minha dieta, eu adoro comida, mas tenho que ter muito cuidado pra não exagerar, tento comer coisas saudáveis, mas, às vezes, eu me apaixono por um hambúrguer suculento cheio de carboidratos. Não fumo. O álcool é apenas uma maneira de socializar”, finalizou.
Fonte: Yahoo 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Aplicativos úteis para idosos e cuidadores

Os idosos estão cada vez mais conectados. Dessa forma, tornam-se cada vez mais necessários aplicativos e tecnologias voltados para a terceira idade. Aliados a descoberta de novos remédios e tratamentos que prolongam a vida das pessoas, os aplicativos de celular podem contribuir para ajudar nas dificuldades da velhice. Listamos alguns aplicativos que podem ser muito úteis para a saúde e a mente dos idosos. E que, mais do que isso, podem ser até bastante divertidos e estimulantes.



Caixa de Remédios
Conforme os anos passam, a tendência é que a memória fique cada vez mais fraca. A necessidade de remédios, por sua vez, só aumenta. O aplicativo foi criado para organizar medicamentos que devem ser tomados e emite lembretes para que o usuário não esqueça de tomá-los. Uma das funções mais notáveis da ferramenta é a possibilidade de escanear o código de barras do remédio e localizar os preços do medicamento em lojas virtuais. Dessa forma, é possível comparar valores e decidir onde comprar. A ferramenta é gratuita e está disponível para Android, IOS e Windows Phone.

CPqD Alcance
O aplicativo foi desenvolvido originalmente para deficientes visuais, mas é bastante útil para quem já não enxerga tão bem quanto antes. Criado pelo CPqD, instituição que trabalha no desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação, facilita o uso do celular através da divisão da tela em seis grandes áreas. A primeira opção é composta por seis funções básicas - realizar e receber chamadas, histórico de ligações, contatos, mensagens de texto, nível de bateria e sinal da operadora, além de data e hora. Ao deslizar o dedo para a esquerda, novas telas com mais opções de recursos vão aparecer. Para selecionar uma das opções, é só tocar duas vezes sobre a área escolhida. O aplicativo está disponível para celulares Android e é gratuito.

Cuidar de idosos
O aplicativo disponibiliza dicas e explicações para ajudar cuidadores e famílias a cuidar melhor de idosos. A opção “emergências em idosos” lista os problemas mais comuns que podem acontecer de uma hora para outra com o idoso, como febre, falta de ar, convulsão e desmaio. Ao clicar em uma das opções, o aplicativo fornece orientações sobre como agir em cada situação. Além disso, a ferramenta oferece dicas direcionadas aos cuidadores sobre como melhorar o atendimento ao paciente e dicas para lidar com o Alzheimer. O “Cuidar de idosos” é gratuito e está disponível para IOS, Android e Windows Phone.

Elderly Care
Assim como o “Cuidar de idosos”, é voltado para cuidadores, oferecendo informações e inspiração para cuidar do paciente. Além disso, ajuda a localizar farmácias próximas através do GPS do aparelho e permite que os usuários compartilhem histórias entre si. O objetivo é inspirar outros cuidadores e ajudá-los em momentos difíceis através de experiências próprias. Mesmo que o usuário não publique uma história, pode ler relatos de outras pessoas. O cuidador também pode se cadastrar no mailing do aplicativo para receber notícias e boletins informativos. A ferramenta é gratuita e pode ser baixada nos sistemas IOS, Android e Windows Phone.

Jogos para Idosos
Nada melhor do que jogos para exercitar a memória e manter a mente viva. Essa é a proposta do “Jogos para Idosos”, aplicativo que oferece oito jogos simples e divertidos voltados para a terceira idade. Cada um deles tem o propósito de exercitar uma determinada habilidade - lógica, velocidade, memória, percepção, cálculo, consciência, reconhecimento e foco. O aplicativo custa 1,99 dólar e está disponível apenas para IOS.

Pressão Arterial
A ferramenta foi criada para ajudar o usuário a gerenciar as medidas de pressão sanguínea e acompanhar o seu progresso. Entre os recursos, ele calcula automaticamente o índice de massa corporal (IMC), pressão de pulso (PP) e pressão arterial média (PAM). A cada medição, podem ser acrescentadas observações, como “antes do almoço” e “braço esquerdo”, dependendo do momento e local. O progresso do usuário pode ser analisado através de gráficos e estatísticas do aplicativo. Todas as informações sobre a pressão sanguínea podem ser compartilhadas com médicos e família através do envio de e-mail ou mensagem de texto. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.

Teste seu cérebro
Quer avaliar o estado de funcionamento de um idoso? O “Teste seu Cérebro” é a opção perfeita. Através de uma série de jogos-teste, indica se o usuário deve ou não procurar ajuda especializada. Em um dos testes, por exemplo, o idoso deve relacionar as imagens de refeições com o horário. Em outro, tem que contar quantas abelhas vê na tela. Quando a sequência de jogos for terminada, será informada a pontuação atingida em cada função, como gerenciamento financeiro, memória facial, reconhecimento auditivo, memória visual, memória auditiva, orientação temporal e atenção. O aplicativo custa 4,99 dólares e está disponível para IOS.

WebMD
O WebMD é um aplicativo do Medscape, conhecido site de consulta para médicos, que disponibiliza informações, de maneira direta e simples, sobre saúde. É dividido em quatro grandes funções: sintomas, doenças, primeiros socorros e localização de postos de saúde. O aplicativo oferece, por exemplo, uma extensa lista de medicamentos com informações sobre uso, efeitos colaterais, precauções e interações. Além disso, tem um dicionário de termos médicos e explica como são realizados testes e procedimentos médicos. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quantos anos tenho?

Por: José Saramago 

Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a se acariciar com os dedos e as ilusões se tornam esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma louca labareda, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E outras, é um remanso de paz, como o entardecer na praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número marcar, pois meus desejos alcançados, as lágrimas que pelo caminho derramei ao ver minhas ilusões quebradas…

Valem muito mais do que isso.

O que importa se fizer vinte, quarenta, ou sessenta!

O que importa é a idade que sinto.

Tenho os anos que preciso para viver livre e sem medos.

Para seguir sem temor pelo atalho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus desejos.

Quantos anos tenho? Isso a quem importa!

Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Descoberta histórica: cientistas podem ter encontrado caminho para a cura do Alzheimer

Estudos americanos detectaram o que poderia ser a principal causa das demências


A perda da memória, a desorientação, a dificuldade de relacionamento e outros sinais de demência podem começar a deixar de ser um drama para muitos idosos que sofrem do mal de Alzheimer. Uma descoberta gerou esperanças entre especialistas de que o caminho para a cura da doença finalmente tenha sido encontrado. As informações são do jornal The Independent.

Pesquisas realizadas pela Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, obtiveram resultados convincentes, abrindo novas portas para um tratamento da demência causada pela doença. Isso ocorreu porque os pesquisadores conseguiram detectar uma nova causa potencial do Alzheimer, que pode ser tratada com medicamentos específicos. Tratando-se a causa, a doença pode ser mais facilmente evitada.

No Alzheimer, em vez de proteger o cérebro, o que seria o normal, células imunológicas começam a consumir um nutriente vital denominado arginina. Ao bloquear o processo com uma droga, tornou-se possível evitar a formação de placas no cérebro, fenômeno tão característico do Alzheimer. O medicamento funcionou anteriormente em camundongos, bloqueando a perda de memória. Os pessimistas diriam que o teste em camundongo está muito longe de ser comprovado em seres humanos. No entanto, há sinais muito positivos, já que, até agora, não se sabia a exata função da arginina e do sistema imunológico no Alzheimer.

Usada para bloquear a resposta imunológica da arginina no organismo, a droga, conhecida eflornitina (DFMO), já está senda investigada em ensaios clínicos de certos tipos de câncer e pode ser apropriado para o teste como terapia potencial de Alzheimer. 

A descoberta foi saudada por especialistas no Reino Unido. Segundo eles, foram preenchidas lacunas na compreensão da doença de Alzheimer, abrindo a perspectiva para tratamentos no futuro para essa doença devastadora, do corpo e da alma, que, sozinha, afeta mais de 500 mil pessoas no Reino Unido.

A novidade pode atrair novamente o interesse das empresas em investirem na cura do Alzheimer, já que, por causa da falta de êxito nas tentativas anteriores, aliada ao alto custo do financiamento relativo à doença de Alzheimer e a outras demências, laboratórios farmacêuticos vinham cortando verbas para esse tipo de pesquisa.

O número de pessoas no mundo com algum tipo demência deverá chegar a 135 milhões em 2050. No Brasil, o número de pessoas com esse tipo de doença neuro-degenerativa é de cerca de 900 mil, entre 15 milhões de idosos (6%), segundo a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer).

Carol Colton, professora de neurologia da Universidade Duke, e principal autora do novo estudo, afirmou que até então a pesquisa de Alzheimer havia se baseado na tentativa de compreender o papel da amiloide — a proteína que se acumula no cérebro para formar placas — mas, agora, com os estudos voltados para a arginina e o sistema imunológico, um novo campo se abre. — Vemos este estudo abrindo as portas para pensar de uma maneira completamente diferente acerca do Alzheimer, numa quebra de um impasse de ideias que envolviam a cura da doença.

— Os estudos têm-se dirigido para a amilóide nos últimos 15, 20 anos e nós temos que olhar para outras coisas, porque nós ainda não entendemos o mecanismo da doença ou como desenvolver terapias eficazes. A arginina é um aminoácido e um nutriente essencial para vários processos corporais, incluindo a divisão celular, a cura e as respostas imunológicas. Pode ser encontrada em alimentos que incluem produtos lácteos, carne, nozes e grão de bico. A equipe da Duke, porém, afirma que o estudo não sugere que, com maior ingestão de arginina, haja uma diminuição do risco de se ter o Alzheimer. A barreira do sangue que circula no cérebro regula a quantidade de arginina que pode entrar no cérebro, e, neste caso, a resposta imune responsável por bloquear a arginina permaneceria a mesma, mesmo se confrontadas com níveis mais elevados do nutriente.

O estudo, publicado no Jornal de Neurociência (Journal of Neuroscience), ressaltou que, pelo fato de a pesquisa ter sido realizada apenas em camundongos, seriam importantes os testes em seres humanos para confirmar os resultados. O novo estudo junta alguns pontos da compreensão incompleta dos processos que causam a doença de Alzheimer. Seria a solução para que os idosos aproveitem a vida da melhor maneira, sem a dependência da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.


Fonte: Portal R7 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Idosa encara preconceito e aprende a ler aos 65 anos por incentivo do neto

Maria das Mercês mora em Curitiba e tem o neto de 10 anos como filho. 

 

A oportunidade em poder dar orgulho ao neto foi um dos motivos que fizeram a aposentada Maria das Mercês Silva a superar o preconceito e iniciar os estudos aos 65 anos. A motivação partiu do próprio garoto, de 10 anos, ao perceber o sofrimento da avó que passou parte da vida sem saber ler.      

A avó conseguiu a guarda do menino Felipe Feitosa dos Santos porque a mãe não tinha condições de criá-lo. Hoje, aos 66 anos, Maria das Mercês comemora ter aprendido a escrever o nome, ter sido aprovada para o segundo ano do Ensino Fundamental e destaca que encara o mundo de outra forma agora.

"Ela é minha avó, mas eu considero como mãe. Ela sempre passava pelos lugares e não conseguia ler. Aí tinham vezes em que ela pegava o ônibus e ficava perdida. Agora ela consegue ler bastante coisa e eu que ajudo nas lições que a professora passa", conta Felipe.

"Sempre tive muita vergonha de ser analfabeta e, muitas vezes, nem contava para as pessoas. Também porque eu achava que já estava velha para isso. Mas eu comecei a me sentir mal mesmo com essa situação quando o Felipe chegava da escola com as lições de casa e eu não podia ajudá-lo. Eu me acabava de chorar por causa disso, mas nunca na frente dele", conta Mercês.

Segundo ela, a motivação começou depois que Felipe flagrou uma das cenas de choro em um canto da pequena casa onde moram no bairro Uberaba, em Curitiba.

"Aí eu desabafei com ele, tadinho. Expliquei que dependia das pessoas para todas as coisas, até mesmo para pegar um dinheiro no banco porque nem os números eu conhecida", disse Maria. Para garantir que a matrícula fosse feita e que a avó realmente pudesse estudar, o garoto a acompanhou até a escola. Desde então, como não pode ficar sozinho em casa no período da noite, Felipe acompanha a avó também na sala de aula durante todos os dias da semana.

O trajeto, conta dona Mercês, é feito de bicicleta. "Não tenho outro jeito. Não tenho ninguém pra cuidar dele. Então, eu o coloco na garupa da minha bicicleta, coloco um capa porque ele não pode tomar chuva porque tem bronquite, e nós vamos para a escola. Ele, pela segunda vez, porque estuda de manhã", explica a avó.

"Tenho muita dó de ter que levar ele junto. No primeiro ano, ele dormia sentadinho lá no cantinho da sala, era de partir o coração. Eu sofria vendo o sofrimento dele", lembra a avó, emocionada. "Agora, a prefeitura arrumou uma salinha na escola para que os filhos possam brincar enquanto os pais estudam. O Felipe adora e eu fico bem tranquila", diz.

Mas o sacrifício diário compensa, garante ela. "Graças ao meu netinho, hoje eu não dependo mais de ninguém. Faço tudo sozinha e, com a ajuda dele, nós ainda vamos conquistar muita coisa.", destaca a avó.

O preconceito na vida dela começou cedo, quando o pai proibiu as mulheres da família de estudar. Apenas os homens puderam ter acesso ao ensino. "Meu pai achava que mulher não podia sair de casa e que tinha que ficar só na cozinha", declara Maria das Mercês.

Feliz por ter acompanhado o primeiro ano de aula da Dona Maria Mercês, a professora Marli Pimentel da Silva conta que a idosa teve um bom desempenho logo no primeiro dia de aula.
"Ela sempre foi uma aluna que cobrou bastante dos professores. Sempre foi nítido a força de vontade dela em querer aprender. Ou seja, ela sempre fez o papel de cidadã questionadora e sempre quis uma escola de qualidade. Nota dez pra ela.", destaca Marli, que atualmente atua como pedagoga.

Dona Maria das Mercês contou que o maior dos sonhos ela já conquistou, que era o de aprender a ler. Ela também disse que quer ir muito além nos estudos e escrever um livro sobre a história de vida dela. Mas o desejo mais próximo de se realizar é mais uma necessidade do que um sonho.

 


Fonte: G1 | Globo.com 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Perda de paladar em idosos pode desencadear doenças, apontam cientistas

Pesquisadores constatam que os mais velhos têm dificuldade de perceber o umami, um dos cinco gostos básicos caracterizado como saboroso.

Azedo, salgado, doce, amargo e... Umami. O último pode não transmitir com a mesma rapidez a sensação no paladar que os outros quatro mais conhecidos, mas não há quem deixe de apreciar uma carne suculenta, legumes tenros ou uma pratada de crustáceos apetitosos. Esse gosto “delicioso” e duradouro de “deixar água na boca” é reconhecido como um dos cinco sabores básicos. Por isso, garante a capacidade de equilibrar o paladar e definir melhor o gosto total de uma refeição. Não só isso. O umami parece ter mais facetas que o imaginado, e todas elas muito boas para a saúde. Um trio de pesquisadores do Japão acredita que há uma estreita relação entre a capacidade de um indivíduo de perceber o umami e a condição física dele. Principalmente, quando a pessoa vai envelhecendo.

“Nosso teste de sensibilidade desenvolvido recentemente revelou a perda apenas da sensação do gosto umami com a preservação dos outros quatro básicos em alguns pacientes idosos”, resume Noriaki Shoji, que conduziu o estudo com Takashi Sasano e Shizuko Satoh-Kuriwada, todos da Escola de Odontologia da Universidade Tohoku. Eles avaliaram 44 idosos com relação à provável perda de gostos básicos no paladar, entre outras condições de saúde. Em comum, os participantes reclamavam de perda de apetite e de peso, resultando em saúde total debilitada.


Com base nos resultados, publicados na revista Flavour, os cientistas consideram que melhorar o fluxo salivar pode ser um tratamento para pacientes com distúrbios digestivos, nutricionais e de paladar. Nesse cenário, estimular o sabor umami aumenta o fluxo da saliva. “Encontramos também o tratamento de hipossalivação (baixa produção de saliva). Isso diminui a hipogeusia (diminuição da função gustativa), indicando que a salivação é essencial para manter a função do gosto normal”, diz Shoji.

Para estimular a produção de saliva e tratar doenças relacionadas ao paladar, à digestão e até mesmo à nutrição, os cientistas deram aos voluntários o chá japonês kobucha, feito de pó de algas e rico em umami. Foram observados a salivação, o apetite, o peso e a saúde em geral dos participantes. “A manutenção do umami não só contribuiu para a função gustativa, mas também para a preservação da boa saúde oral e em geral nas pessoas idosas”, garante Shoji.

Fonte: Correio braziliense

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Cinco filmes para entender o processo de envelhecimento

Tabus e realidade sobre envelhecer são tratados nestas obras e ajudam a compreender a terceira idade

Todo mundo já se perguntou sobre como vai ser quando envelhecer. Pesquisas dizem que quem come bem e se exercita vai ter uma vida melhor. Há quem diga que comer vegetais e beber uma taça de vinho todos os dias ajudam a viver mais de cem anos. Mas nem isso responde sobre o que acontecerá quando a velhice chegar.
Segundo a OMS, a terceira idade começa aos 60 anos e a qualidade de vida nessa idade deve ser definida pela manutenção da saúde em todos os aspectos: físico, social, psicológico e espiritual. Alguns filmes tratam o processo de envelhecimento como tema e ajudam pessoas, idosos ou não, a compreenderem essa fase da vida.
Há muitos filmes para entender as crianças ou entretê-las, assim como o mundo dos jovens e dos adultos, mas os filmes sobre as pessoas mais velhas ainda são pouco exploradas pelo cinema. Em geral, os filmes sobre o processo de envelhecimento ajudam a entender como o passar dos anos, a velhice. Confira cinco filmes sobre envelhecer: (clique nos títulos para ver o trailler)

Talvez o mais conhecido de todos, o filme uma história de Duke e Allie. Os dois vivem em uma clínica geriátrica e ele conta para ela, que sofre de Alzheimer, a história de amor que os dois vivem desde 1940. A forma como o filme aborda a questão da Doença de Alzheimer é fantástica. Allie não reconhece mais Duke e mesmo assim todos os dias ele a encontra para contar sobre a vida que os dois viveram, os lugares que conheceram, sobre os filhos. Muitas vezes, as pessoas acham que quem sofre dessa doença deve ser esquecido assim como as memórias que foram perdidas.

Ainda que seja uma animação, o filme conta para crianças e adultos, sobre alguns medos, mas, principalmente, sobre as aventuras emocionantes que podem acontecer quando se chega à terceira idade. Ainda que Carl, o personagem velhinho, esteja em depressão e tentando se isolar do mundo, o garoto Russel insiste em se manter ao lado do idoso. Juntos os dois começam uma amizade e Carl redescobre o sentido da vida durante a velhice.

Verona, na Itália, é o cenário em que a história de amor entre Romeu e Julieta aconteceu. A jovem Sophie se junta a um grupo de voluntárias que responde cartas que outras pessoas escrevem ao casal desafortunado de Shakespeare. Uma das mensagens chama a atenção: em 1957, Claire, uma idosa que, há 50 anos, desistiu de seu grande amor Lorenzo. Juntas, a jovem e a idosa, vão buscar o amor de Claire. Embora “açucarado”, Cartas para Julieta resgata a questão da autonomia e do quanto os idosos podem ainda perseguir seus sonhos. É um filme bastante motivador.

Dois casais e um solteirão convicto: Annie, Jean, Claude, Albert e Jeanne são amigos há mais de 40 anos. Quando a saúde de um deles é afetada e ir para um asilo parece ser o único caminho, todos eles decidem viver juntos em uma mesma casa, criando uma espécie de república para quem tem mais de 75 anos. Um jovem decide fazer um filme sobre o grupo e, então, eles falam sobre tabus da terceira idade: sexualidade, solidão, família e morte. Filmes que contam histórias que os idosos não estão acostumados são interessantes para que eles, e para quem ainda não chegou à terceira idade, possa parar para pensar sobre o assunto e discutir depois com amigos, familiares e repensar as próprias atitudes – comenta Carla.


Amor
Da lista, esse é o filme mais recente. Aclamado por tratar o amor na velhice, o concorrente ao Oscar de 2013
conta a história de Georges e Anne, um casal de professores de música aposentados. Quando ela adoece, o amor deles é colocado à prova.

Fonte: ZH Melhor idade