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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Netos e avós: a importância dessa relação

Resultados de novas pesquisas reforçam que a convivência entre crianças e idosos é benéfica para ambos os lados



A maioria dos animais vertebrados morre pouco tempo depois do fim da fase reprodutiva. Os humanos, mesmo muitos anos após deixar de ter filhos, continuam vivos e, ao que tudo indica, isso acontece justamente para que possam ajudar seus próprios filhos a cuidar dos filhos deles. A ciência reconhece que os idosos contribuem muito com a sobrevivência dos mais novos.

O que diz a ciência
Uma nova pesquisa sobre o assunto foi realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.  Os cientistas elaboraram uma hipótese de que os avós com a mente saudável aumentam as chances de sobrevivência dos filhos de seus filhos porque, assim, são capazes de transmitir a eles seus conhecimentos e habilidades. Como um reforço à teoria, eles procuraram e conseguiram identificar em vários genes mutações relativamente novas que protegem contra doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, que costuma aparece em pessoas idosas. 

Segundo os cientistas, parece estar havendo uma seleção natural diante de nossos olhos. Ou seja, as pessoas que têm esses genes vivem mais (porque estão protegidas contra as doenças neurodegenerativas) e, consequentemente, conseguem colaborar mais com a criação dos netos, pois estão saudáveis.

O fato de os avós não terem mais filhos pequenos para cuidar permite que eles tenham tempo e condições de ajudar nos cuidados com os netos, contribuindo para a sobrevivência das novas gerações, além de passar conhecimentos e sabedoria. No entanto, os avós deixam de ter essa utilidade se apresentarem doenças como o Alzheimer. Assim, parece que as variantes de genes que protegem contra a demência estão sendo selecionadas nos seres humanos.

Os benefícios da convivência
Não é preciso muito esforço para notar como a interação entre netos e avós é positiva. Durante 19 anos foram estudados 374 avós e 356 netos. O objetivo era entender a influência dessa convivência, tanto na vida das crianças, como na dos idosos.

Os resultados revelam que os dois lados se beneficiam desse relacionamento. Para os avós, a conexão permite contato com uma geração muito mais nova e, consequentemente, uma abertura a novas ideias. Para os netos, os idosos oferecem a sabedoria adquirida durante a vida – e esse conhecimento acaba sendo incorporado pelas crianças quando elas se tornam adultas. Os avós também costumam passar às novas gerações muitas histórias sobre o passado, o que é enriquecedor para qualquer criança. Além de tudo isso, os pesquisadores também concluíram que a relação avós-netos pode ajudar a diminuir sintomas depressivos para ambas as partes.
A convivência é muito benéfica para ambos, especialmente porque os avós estão, na maioria das vezes, em uma etapa da vida em que podem aproveitar os netos melhor do que aproveitaram os próprios filhos: levar para passear e brincar, para os avós, não é uma obrigação ou uma forma de gastar a energia da criança, mas uma oportunidade deliciosa de curtir o neto e se divertir de verdade com ele.

Não há limite para os encontros entre avós e netos – desde que os momentos de descanso dos avós sejam respeitados. Mas e quem mora longe?  A tecnologia pode dar uma boa ajuda. Com celular, mídias sociais, computador e um pouco de esforço, os avós podem participar melhor da vida dos netinhos distantes.

Fonte: Revista Crescer 


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Estudante cria luva especial para controlar tremores de Parkinson

Aparelho usa giroscópios, dispositivos similares aos usados em satélites, para manter mãos firmes.


Um estudante de medicina do Imperial College de Londres criou uma luva que ajuda os pacientes com mal de Parkinson a manter a firmeza das mãos.  Usando giroscópios - mecanismos similares usados para manter a estabilidade de satélites no espaço - o dispositivo tenta controlar os tremores típicos de pacientes da doença.

Segundo Faii Ong, o inventor do aparelho, a vontade de criar algo que ajudasse vítimas do mal de Parkinson surgiu quando ele participou da equipe que cuidava de uma paciente de 103, parte de seu treinamento. Após elaborar diversos projetos, o estudante criou uma startup, e junto com outros colegas conseguiu levantar a verba para montar os primeiros protótipos do aparelho.

Giroscópios são pequenos discos de metal postos em rotação para conservar posição por meio do princípio físico de conservação de momento angular. Um objeto em rotação tende a permanecer rodando em torno do mesmo eixo e reage a forças que tentam deslocá-lo.

A ideia de usar esse tipo de mecanismo só veio após teste outras abordagens, como elásticos, molas, ímãs e outros componentes para controlar os tremores.

Segundo a GyroGear, startup criada para desenvolver o produto, testes de bancada mostram que a luva especial, batizada de GyroGlove, foi capaz de reduzir a amplitude dos tremores em 80%. Esse grau de eficiência permitiria a vítimas de casos mais graves da doença voltarem a escrever, usar talheres e fazer café usando o invento.

Demonstrando protótipos, Ong já venceu três concursos de startups, que o ajudaram a capitalizar a GyroGear. A revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o inventor ainda busca resolver alguns problemas finais asssociados ao produto, mas que a GyroGlove tem previsão de entrar no mercado em setembro de 2016, com preço estimado entre 550 e 850 dolares.

Fonte: G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que vou ser quando envelhecer?

Por Bárbaba Semerene
Desde criança eu ouvia as pessoas dizerem que sou distraída. Vivia no meu mundinho particular, das ideias, sem prestar muita atenção no espaço físico ao meu redor. De fato, a cor da parede ou o material dos móveis nunca me chamaram muito a atenção. Mas, na verdade, eu não era distraída, apenas focava meu olhar nos seres humanos e gostava de elocubrar como devia ser estar na pele deles. Principalmente na dos mais velhos, como que para imaginar o que me aguardava logo ali na esquina da vida.

Observava o meu pai organizando as contas da casa, correndo para nos levar para a escola, para a aula de natação, para o curso de inglês. Conversando na mesa do almoço sobre política enquanto assistia ao jornal. Negociando com o gerente do banco a melhor aplicação para organizar sua poupança para a compra de um carro e para nossos estudos no exterior. Aquilo tudo me parecia tão árduo. Eu pensava: "como deve ser difícil ser adulto, acumular tantas responsabilidades. Será que eu vou conseguir me organizar assim, administrar tudo isso?". Uma vez até expressei este raciocínio em voz alto para o meu pai. Ele sorriu e disse "a gente tem que dar conta, aos poucos vamos acrescentando novos compromissos e nos habituamos a eles".
As expectativas foram quase todas preenchidas: vivi com intensidade e paixão a juventude, e hoje profissional casada e com filho, continuo achando difícil organizar todos os setores da vida. Talvez eu não tenha sido capaz de dar um novo olhar, no presente, para o cenário que havia vislumbrado previamente.


Hoje eu estava no banheiro da minha academia, onde tem muitas senhoras da terceira idade. Parei para observar seus movimentos lentos trocando cada peça de roupa que vestia sua pele flácida. Calcinha e sutiã beges. Penteavam cuidadosamente os cabelos grisalhos. Com a calma de quem não tem mais filhos pequenos esperando para serem cuidados, nem adolescentes que precisam ser vigiados. Com a calma de quem talvez não tenha nem mais marido, nem uma casa movimentada para administrar. Com a calma de quem não tem mais chefe para dar satisfação, nem trabalho para tocar. Calma.
Tive sentimentos ambíguos em relação à próxima esquina por onde vou passar (na melhor das hipóteses). Há algum tempo talvez eu sentisse medo ou pesar. Mas ando tão exausta desta vida frenética, que já há alguns anos tenho aprendido a desassociar estar sozinho e em paz de sentir-se solitário, e a distinguir calma de tristeza. Talvez possa haver, sim, alegria na tranquilidade. Deve haver certo alívio quando se sente praticamente obrigada a viver mais lentamente. Mais do que não ter mais forças para correr, não se tem mais pressa. Isso pode ser libertador depois de anos de labuta, de urgências, de prazeres e desprazeres intensos.

Então, antes de me permitir ter pena da vida que eu quase julguei "vazia de sentido" dessas senhoras, tento imaginar a preguiça que elas devem sentir só de olhar para mim correndo para me aprontar, tentando secar os cabelos, ao mesmo tempo que contorço o pescoço segurando o celular com os ombros para dar algumas ligações urgentes, e saindo ofegante, acelerada, sem mal ter tempo de dizer "até logo", para não perder a hora de chegar no escritório. Saí da academia satisfeita em pensar que estou me preparando para ser uma velhinha feliz. Porque cada fase deve ser vivida em sua inteireza. 
Fonte: Brasil Post

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Troca de cartas entre crianças e idosos cria "amizade das gerações"


Com as mãos atadas e sendo acarinhada por Daniela Oliveira Zanatta, 7, Angelina Giannini, 92, se entusiasma ao contar da experiência recente de trocar cartas e histórias de vida com a menina. A dupla fez parte de uma iniciativa inédita idealizada pelo curso de gerontologia da USP, que tem unido, por meio de cartas escritas à mão, gerações diferentes para compartilhamento de aprendizado e afeto.

Durante dois meses, 19 idosos de um residencial na zona oeste de São Paulo, receberam e enviaram correspondências alunos de 7 a 9 anos de um colégio da zona sul. Para os que comandaram e viabilizaram o projeto, resultados positivos foram notados nas duas pontas. O idoso tem um ganho de autoestima ao transmitir conhecimento, tem uma oportunidade de criar uma relação nova com alguém de uma geração diferente.

A coordenadora da escola, afirma que as crianças tanto puderam praticar um gênero textual com o qual não tinham familiaridade como tiveram a chance de obter mais informações sobre a velhice, suas necessidades e suas vontades.

Emoção
Alguns temas foram previamente selecionados para a correspondência, que começava da criança para o idoso: uma apresentação do autor e de sua família, um relato a respeito de momentos inesquecíveis da vida e planos para o futuro.

Os alunos usaram pseudônimos. Não estava no plano um encontro ao vivo entre os grupos, mas a ansiedade das duplas foi tão grande que acabou acontecendo uma grande festa no lar que residem os idosos. A ação selou as amizades à base de abraços, beijos e lágrimas. Ninguém imaginava que as cartas seriam algo tão relevante como se tornaram: estímulos de valorização da vida e criação de respeito entre gerações. Foi algo inesquecível. Eles criaram um vínculo verdadeiro.

Mesmo depois do fim do projeto, com 120 cartas, algumas duplas resolveram seguir ativas na troca de mensagens, que continuam a ser escritas sem auxílio de tecnologia. Nessa nova fase de amizade, há também envio de presentes e visitas aos idosos.

As crianças do colégio também tiveram aulas e disputaram jogos com a temática da velhice. Em uma das oficinas, brincaram com super-heróis envelhecidos. Naturalmente, o idoso acaba criando um sentimento de solidão. As crianças são capazes de quebrar essa sensação.

Fonte: Folha 

domingo, 17 de julho de 2016

Pipoca desacelera envelhecimento e contribui para a perda de peso

Chegou a hora de acrescentar pipoca ao cardápio. Não só porque é deliciosa, mas também por trazer alguns benefícios à nossa saúde.
Pipoca não é só um gostoso lanche consumido durante as sessões de cinema. Ela é um alimento cheio de virtudes:
1- Tem elevada quantidade de fibras. Ou seja, permite o funcionamento regular do intestino.
2- Contém grande quantidade de oxidantes – chega a ser o dobro da de frutas. Isso permite a prevenção de doenças degenerativas, como câncer e diabetes.
3- Desacelera o envelhecimento, pois tem antioxidantes que combatem os radicais livres que provocam a velhice.
4- Em quantidade moderada, pode contribuir para a perda de peso.
Esta é uma ótima notícia, não é mesmo?
Então, por que esperar uma sessão de cinema para aproveitar as maravilhas que a pipoca pode fornecer? É só ter atenção para consumir moderadamente e assim, curtir o estouro de sabor e vantagens que o lanche oferece. 1 xícara de pipoca estourada equivale a meio pão francês ou uma fatia de pão de fôrma.
Fique atento! Consumir pipocas de micro-ondas ou aquelas vendidas no cinema não é uma boa ideia. Pipoca boa de verdade – saudável – é aquela feita na panela de casa, com pouco óleo e com sal e manteiga de forma moderada. E de milho não transgênico, que geralmente é encontrado em lojas de alimentos saudáveis.
Fonte: O Segredo 

sábado, 9 de julho de 2016

Pouca exposição ao sol pode prejudicar a saúde dos ossos

Usar filtro solar é sempre uma recomendação para proteger a pele. Essa prática, porém, pode trazer riscos à saúde dos ossos se não for feita corretamente. O motivo é que os filtros solares diminuem em 90% a absorção de vitamina D, produzida pelo organismo quando exposto ao sol.

Os raios ultravioletas do tipo B (UVB), emitidos pela luz solar, são capazes de ativar a síntese desta substância. A vitamina D é o mais potente hormônio que o corpo produz e o sol tem importância vital para a sua absorção, pois é o responsável por gerar de 80% a 90% da vitamina que o corpo recebe. Por isso os riscos de passar o filtro solar em todas as partes do corpo. Precisamos da vitamina D, que ajuda na fixação do cálcio, principalmente as mulheres, que têm maior incidência de osteopenia, já na meia idade, podendo agravar-se para a osteosporose.

A deficiência de vitamina D também influencia o aparecimento de síndromes do sistema imunológico, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, além de estar relacionada a processos inflamatórios, aumento da pressão arterial, obesidade e diabetes.

Responsável por regular a absorção de cálcio e fósforo, a vitamina D – que na verdade é um hormônio esteroide lipossolúvel – controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. Também ajuda a manter o bom funcionamento do cérebro e do tecido ósseo, fortificando ossos, dentes e músculos.
Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos do cálcio proveniente da alimentação. A osteoporose, um dos males típicos da terceira idade, é uma das principais doenças que podem ser prevenidas por meio da vitamina D. Com a insuficiência dessa substância, o corpo não absorve o cálcio de maneira adequada, deixando assim os ossos fracos e vulneráveis.

À medida que a pessoa envelhece, sua capacidade de produzir vitamina D diminui. Um idoso precisa ficar quatro vezes mais tempo no sol para obter a mesma concentração de vitamina D que um jovem de 20 anos. Com isso, há prejuízos na fixação de cálcio, aumentando os riscos de perda de massa óssea. Deve-se tomar banho de sol por 15 a 20 minutos todos os dias, sem usar filtro solar nos braços e pernas, pois a quantidade de vitamina D que é absorvida é proporcional à extensão de pele que está exposta. Além disso, quanto mais idade, mais tempo de exposição é necessário. Por isso, muitas vezes, é preciso fazer uso de suplementação mineral para se chegar aos níveis recomendados de cálcio, principalmente a partir da meia idade.

Fonte: Coisa de Velho 


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Aplicativos úteis para idosos e cuidadores

Os idosos estão cada vez mais conectados. Dessa forma, tornam-se cada vez mais necessários aplicativos e tecnologias voltados para a terceira idade. Aliados a descoberta de novos remédios e tratamentos que prolongam a vida das pessoas, os aplicativos de celular podem contribuir para ajudar nas dificuldades da velhice. Listamos alguns aplicativos que podem ser muito úteis para a saúde e a mente dos idosos. E que, mais do que isso, podem ser até bastante divertidos e estimulantes.



Caixa de Remédios
Conforme os anos passam, a tendência é que a memória fique cada vez mais fraca. A necessidade de remédios, por sua vez, só aumenta. O aplicativo foi criado para organizar medicamentos que devem ser tomados e emite lembretes para que o usuário não esqueça de tomá-los. Uma das funções mais notáveis da ferramenta é a possibilidade de escanear o código de barras do remédio e localizar os preços do medicamento em lojas virtuais. Dessa forma, é possível comparar valores e decidir onde comprar. A ferramenta é gratuita e está disponível para Android, IOS e Windows Phone.

CPqD Alcance
O aplicativo foi desenvolvido originalmente para deficientes visuais, mas é bastante útil para quem já não enxerga tão bem quanto antes. Criado pelo CPqD, instituição que trabalha no desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação, facilita o uso do celular através da divisão da tela em seis grandes áreas. A primeira opção é composta por seis funções básicas - realizar e receber chamadas, histórico de ligações, contatos, mensagens de texto, nível de bateria e sinal da operadora, além de data e hora. Ao deslizar o dedo para a esquerda, novas telas com mais opções de recursos vão aparecer. Para selecionar uma das opções, é só tocar duas vezes sobre a área escolhida. O aplicativo está disponível para celulares Android e é gratuito.

Cuidar de idosos
O aplicativo disponibiliza dicas e explicações para ajudar cuidadores e famílias a cuidar melhor de idosos. A opção “emergências em idosos” lista os problemas mais comuns que podem acontecer de uma hora para outra com o idoso, como febre, falta de ar, convulsão e desmaio. Ao clicar em uma das opções, o aplicativo fornece orientações sobre como agir em cada situação. Além disso, a ferramenta oferece dicas direcionadas aos cuidadores sobre como melhorar o atendimento ao paciente e dicas para lidar com o Alzheimer. O “Cuidar de idosos” é gratuito e está disponível para IOS, Android e Windows Phone.

Elderly Care
Assim como o “Cuidar de idosos”, é voltado para cuidadores, oferecendo informações e inspiração para cuidar do paciente. Além disso, ajuda a localizar farmácias próximas através do GPS do aparelho e permite que os usuários compartilhem histórias entre si. O objetivo é inspirar outros cuidadores e ajudá-los em momentos difíceis através de experiências próprias. Mesmo que o usuário não publique uma história, pode ler relatos de outras pessoas. O cuidador também pode se cadastrar no mailing do aplicativo para receber notícias e boletins informativos. A ferramenta é gratuita e pode ser baixada nos sistemas IOS, Android e Windows Phone.

Jogos para Idosos
Nada melhor do que jogos para exercitar a memória e manter a mente viva. Essa é a proposta do “Jogos para Idosos”, aplicativo que oferece oito jogos simples e divertidos voltados para a terceira idade. Cada um deles tem o propósito de exercitar uma determinada habilidade - lógica, velocidade, memória, percepção, cálculo, consciência, reconhecimento e foco. O aplicativo custa 1,99 dólar e está disponível apenas para IOS.

Pressão Arterial
A ferramenta foi criada para ajudar o usuário a gerenciar as medidas de pressão sanguínea e acompanhar o seu progresso. Entre os recursos, ele calcula automaticamente o índice de massa corporal (IMC), pressão de pulso (PP) e pressão arterial média (PAM). A cada medição, podem ser acrescentadas observações, como “antes do almoço” e “braço esquerdo”, dependendo do momento e local. O progresso do usuário pode ser analisado através de gráficos e estatísticas do aplicativo. Todas as informações sobre a pressão sanguínea podem ser compartilhadas com médicos e família através do envio de e-mail ou mensagem de texto. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.

Teste seu cérebro
Quer avaliar o estado de funcionamento de um idoso? O “Teste seu Cérebro” é a opção perfeita. Através de uma série de jogos-teste, indica se o usuário deve ou não procurar ajuda especializada. Em um dos testes, por exemplo, o idoso deve relacionar as imagens de refeições com o horário. Em outro, tem que contar quantas abelhas vê na tela. Quando a sequência de jogos for terminada, será informada a pontuação atingida em cada função, como gerenciamento financeiro, memória facial, reconhecimento auditivo, memória visual, memória auditiva, orientação temporal e atenção. O aplicativo custa 4,99 dólares e está disponível para IOS.

WebMD
O WebMD é um aplicativo do Medscape, conhecido site de consulta para médicos, que disponibiliza informações, de maneira direta e simples, sobre saúde. É dividido em quatro grandes funções: sintomas, doenças, primeiros socorros e localização de postos de saúde. O aplicativo oferece, por exemplo, uma extensa lista de medicamentos com informações sobre uso, efeitos colaterais, precauções e interações. Além disso, tem um dicionário de termos médicos e explica como são realizados testes e procedimentos médicos. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quantos anos tenho?

Por: José Saramago 

Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a se acariciar com os dedos e as ilusões se tornam esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma louca labareda, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E outras, é um remanso de paz, como o entardecer na praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número marcar, pois meus desejos alcançados, as lágrimas que pelo caminho derramei ao ver minhas ilusões quebradas…

Valem muito mais do que isso.

O que importa se fizer vinte, quarenta, ou sessenta!

O que importa é a idade que sinto.

Tenho os anos que preciso para viver livre e sem medos.

Para seguir sem temor pelo atalho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus desejos.

Quantos anos tenho? Isso a quem importa!

Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Problemas oculares em idosos

Idosos são os principais afetados por doenças visuais, já que as estruturas oculares apresentam  danos com o passar dos anos e há também, muitas vezes, associação a outros problemas de saúde. Por isso, é de suma importância a realização de exames oftalmológicos frequentes e a utilização dos óculos adequados às necessidades individuais.

A partir dos 40 anos, cresce a probabilidade de aparecimento de problemas visuais. Esse risco aumenta consideravelmente a partir dos 60 anos e, aos 80, as alterações degenerativas são bem comuns. Por isso, embora seja indicada uma avaliação oftalmológica regular a pessoas de todas as idades, tal recomendação é ainda mais indispensável na Terceira Idade.

Entre as doenças que podem levar a alterações oculares importantes estão a Hipertensão arterial e a diabetes Mellitus, exigindo do paciente que o grau da lente dos óculos seja reavaliado com frequência. A retinopatia diabética pode, por sua vez, culminar em cegueira. O glaucoma, que também oferece risco dessa deficiência, consiste na alta pressão intraocular e requer atenção constante, como avaliações periódicas e uso diário de um colírio específico. Dessa maneira, muitas vezes a saúde dos olhos está diretamente ligada a outros cuidados, como o controle do nível de açúcar no sangue e da pressão.

No idoso, é bastante comum o desenvolvimento da catarata, condição passível de correção cirúrgica, quando realizada em tempo adequado.

A degeneração macular pode ocorrer em torno dos 80 anos, e, por atingir a área mais central  da retina, compromete consideravelmente a visão do idoso. Os erros de refração, como miopia (dificuldade para enxergar de longe) e hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) são comuns. 

Aqueles que passam a apresentar déficit visual ou piora do quadro necessitam de acompanhamento. Óculos de grau e de sol são objetos de uso pessoal: acessórios falsificados (de camelôs) e/ou compartilhados, além de produto cujo grau não seja compatível com a necessidade oferecem riscos à saúde dos olhos.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Saiba quais exames devem ser feitos no check up da terceira idade

Geriatras recomendam à terceira idade exames básicos todos os anos para prevenir doenças antes que elas se manifestem

Você sabia que o corpo começa a envelhecer quando uma pessoa completa 30 anos? Antes disso, o desenvolvimento é considerado o amadurecimento do organismo. É nessa idade que o corpo começa a sofrer mudanças, como o aumento da proporção de gordura, que os médicos classificam como importantes.
O primeiro check up precisa ser feito nessa faixa. Os especialistas chamam de primeiro porque toda pessoa saudável deve fazer verificações básicas nessa fase para detectar aquilo que pode ainda não ter se manifestado, mas pode aparecer em alguns anos. É muito importante que as pessoas saibam se têm propensão a ter pressão alta, presença de glicose em excesso no sangue e outros indícios de problemas que vão se refletir no futuro.
Chegar à terceira idade com a certeza de ter boas condições de saúde é garantir o envelhecimento bem sucedido. Literalmente, nessa fase se vive aquele velho ditado: “aqui se colhe o que se plantou” ao longo da vida. Fazer o check up aos 30 e seguir as recomendações médicas aumenta as chances de ter uma vida com mais qualidade. Depois dos 50, os geriatras recomendam repetir os exames básicos do check up anualmente. Se algo estiver fora dos padrões considerados normais, o médico deve solicitar novos exames. Problemas que as pessoas consideram menores, como pressão alta, glicose e triglicerídios aumentados não geram dor ou desconforto, mas evoluem, com o passar dos anos, para problemas cardíacos e diabetes.
Ainda que se possa ir antes, os 60 marcam a idade de começar a visitar um geriatra. É esse profissional que pode acompanhar a evolução da saúde ao avaliar a funcionalidade física e psicológica dos pacientes. Além de analisar os hábitos alimentares e os tipos de atividades que o idoso que está sendo atendido faz, o geriatra pode pedir, durante o check up, um exame completo de sangue, ecografias, exames de ergometria, medição da pressão, avaliação cardiovascular e, ainda, aplicar testes para compreender a saúde da memória e a independência do paciente.
Em geral, as mulheres são mais cuidadosas do que os homens. Elas chegam ao consultório preocupadas em prevenir qualquer coisas que possa acontecer de ruim a saúde. Essa é a principal razão pela qual elas vivem mais. Os homens só vão ao geriatra se forem encaminhados por algum familiar, normalmente a esposa, ou por outro especialista.
Naquele primeiro check up, ainda aos 30, a pressão alta é o que mais surpreende os pacientes. Os médicos consideram normal a pressão quando ela mede 12/8. Quando a primeira (sistólica) está aumentada, ainda que a segunda (diastólica) se mantenha em 8, o risco de infarto e AVC estão presentes na vida do paciente, conforme o geriatra.
A pressão baixa também é considerada um risco na terceira idade. O dado indica que há alterações nos receptores do organismo que ajudam a manter o equilíbrio por falta de líquidos. Os idosos, em geral, sentem menos sede, ainda que necessitem beber pelo menos dois litros por dia. Eles não percebem a necessidade de beber água. A desidratação leva à hipotensão que aumenta as chances de instabilidade postural. Como consequência, os idosos que sofrem de pressão baixa caem mais e sofrem com problemas graves para a idade, como o traumatismo craniano.
Conheça os exames que a Sociedade Brasilera de Geriatria e Gerontologia recomenda no check up anual da terceira idade:

1. Exames básicos de sangue para verificar a possibilidade de anemia, checar se as funções dos rins estão normais, analisar a tireóide e detectar a produção e ação da insulina.
2. A colonoscopia permite ao médico analisar a saúde dos intestinos e prevenir possível doenças que possam aparecer nos órgãos, como o câncer de intestino.
3. A primeira mamografia, em mulheres sem histórico de câncer de mama na família, deve ser feita entre os 35 e 40 anos e depois dos 50 anualmente.
4. A partir do resultado do exame de densitometria óssea é possível prevenir o avanço da osteoporose. Durante o processo de envelhecimento, a perda de massa óssea pode deixar os ossos mais frágeis. Mulheres na menopausa podem perder até 30% da massa óssea de forma abrupta.
5. Durante o teste ergométrico, o médico analisa a saúde do coração e pode perceber se o sistema cardiovascular está funcionamento bem. Pessoas sedentárias que pretendem começar a se exercitar na terceira idade só podem começar a nova atividade física depois de realizar esse exame.
6. O PSA e o exame de sangue detectam o estado da próstata. De todos os casos de câncer no mundo, 70% acontecem depois dos 60 anos. O primeiro exame deve ser feito depois dos 40 – homens com histórico da doença na família devem fazer antes, aos 35. Depois dos 50, o exame deve ser repetido anualmente.

Fonte: : Zh Clicrbs 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Descoberta histórica: cientistas podem ter encontrado caminho para a cura do Alzheimer

Estudos americanos detectaram o que poderia ser a principal causa das demências


A perda da memória, a desorientação, a dificuldade de relacionamento e outros sinais de demência podem começar a deixar de ser um drama para muitos idosos que sofrem do mal de Alzheimer. Uma descoberta gerou esperanças entre especialistas de que o caminho para a cura da doença finalmente tenha sido encontrado. As informações são do jornal The Independent.

Pesquisas realizadas pela Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, obtiveram resultados convincentes, abrindo novas portas para um tratamento da demência causada pela doença. Isso ocorreu porque os pesquisadores conseguiram detectar uma nova causa potencial do Alzheimer, que pode ser tratada com medicamentos específicos. Tratando-se a causa, a doença pode ser mais facilmente evitada.

No Alzheimer, em vez de proteger o cérebro, o que seria o normal, células imunológicas começam a consumir um nutriente vital denominado arginina. Ao bloquear o processo com uma droga, tornou-se possível evitar a formação de placas no cérebro, fenômeno tão característico do Alzheimer. O medicamento funcionou anteriormente em camundongos, bloqueando a perda de memória. Os pessimistas diriam que o teste em camundongo está muito longe de ser comprovado em seres humanos. No entanto, há sinais muito positivos, já que, até agora, não se sabia a exata função da arginina e do sistema imunológico no Alzheimer.

Usada para bloquear a resposta imunológica da arginina no organismo, a droga, conhecida eflornitina (DFMO), já está senda investigada em ensaios clínicos de certos tipos de câncer e pode ser apropriado para o teste como terapia potencial de Alzheimer. 

A descoberta foi saudada por especialistas no Reino Unido. Segundo eles, foram preenchidas lacunas na compreensão da doença de Alzheimer, abrindo a perspectiva para tratamentos no futuro para essa doença devastadora, do corpo e da alma, que, sozinha, afeta mais de 500 mil pessoas no Reino Unido.

A novidade pode atrair novamente o interesse das empresas em investirem na cura do Alzheimer, já que, por causa da falta de êxito nas tentativas anteriores, aliada ao alto custo do financiamento relativo à doença de Alzheimer e a outras demências, laboratórios farmacêuticos vinham cortando verbas para esse tipo de pesquisa.

O número de pessoas no mundo com algum tipo demência deverá chegar a 135 milhões em 2050. No Brasil, o número de pessoas com esse tipo de doença neuro-degenerativa é de cerca de 900 mil, entre 15 milhões de idosos (6%), segundo a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer).

Carol Colton, professora de neurologia da Universidade Duke, e principal autora do novo estudo, afirmou que até então a pesquisa de Alzheimer havia se baseado na tentativa de compreender o papel da amiloide — a proteína que se acumula no cérebro para formar placas — mas, agora, com os estudos voltados para a arginina e o sistema imunológico, um novo campo se abre. — Vemos este estudo abrindo as portas para pensar de uma maneira completamente diferente acerca do Alzheimer, numa quebra de um impasse de ideias que envolviam a cura da doença.

— Os estudos têm-se dirigido para a amilóide nos últimos 15, 20 anos e nós temos que olhar para outras coisas, porque nós ainda não entendemos o mecanismo da doença ou como desenvolver terapias eficazes. A arginina é um aminoácido e um nutriente essencial para vários processos corporais, incluindo a divisão celular, a cura e as respostas imunológicas. Pode ser encontrada em alimentos que incluem produtos lácteos, carne, nozes e grão de bico. A equipe da Duke, porém, afirma que o estudo não sugere que, com maior ingestão de arginina, haja uma diminuição do risco de se ter o Alzheimer. A barreira do sangue que circula no cérebro regula a quantidade de arginina que pode entrar no cérebro, e, neste caso, a resposta imune responsável por bloquear a arginina permaneceria a mesma, mesmo se confrontadas com níveis mais elevados do nutriente.

O estudo, publicado no Jornal de Neurociência (Journal of Neuroscience), ressaltou que, pelo fato de a pesquisa ter sido realizada apenas em camundongos, seriam importantes os testes em seres humanos para confirmar os resultados. O novo estudo junta alguns pontos da compreensão incompleta dos processos que causam a doença de Alzheimer. Seria a solução para que os idosos aproveitem a vida da melhor maneira, sem a dependência da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.


Fonte: Portal R7 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Os 60 são os novos 40

Ainda que o IBGE e a Organização Mundial da Saúde considerem idoso quem tem 60 anos ou mais, quem chegou nessa fase não se encara como parte da terceira idade

A cada ano, cerca de 650 mil brasileiros chegam aos 60 anos. Para a Organização Mundial da Saúde, é aí que começa a terceira idade, quando, oficialmente, eles podem ser chamados de idosos. Na prática, a palavra gera desconforto.

Conhecidos como baby boomers (nascidos entre 1945 e 1960), os sessentões de hoje estão longe da ideia de aposentados que encaram a fase como o fim das atividades úteis. Alguns se preparam para encerrar o ciclo do trabalho formal, mas descansar não é um plano viável: para eles, chegar aos 60 significa abandonar a idade cronológica e aproveitar o momento para realizar sonhos que tinham ficado para trás. É chegada a hora de conquistar a vida que queriam ter. E o que define a vida dos sessentões são liberdade e autonomia: 65% das mulheres nessa faixa etária vivem sozinhas – eles são apenas 31% –, e 71% dos idosos brasileiros têm independência financeira.
– Há alguns anos, pensar na velhice era algo que acontecia só dentro das famílias, era algo privado. Hoje, há uma atenção cada vez maior para a qualidade do envelhecimento. Finalmente, o idoso é considerado um ator político, um importante consumidor com espaço maior na sociedade – afirma Guita Grin Debert, professora de antropologia na Universidade Estadual de Campinas.
Hoje, há 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil. Esse número é 50% maior do que na década passada. Proporcionalmente, as regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dessa população. De acordo com o último Censo, das 20 cidades com maior proporção de pessoas com mais de 60 anos, 18 são gaúchas.
Os 60 são os novos 40. A OMS encara esse grupo como idosos e isso têm suas vantagens e desvantagens. É bom porque garante direitos a um público que não era muito assistido. Ao mesmo tempo, é ruim porque eles enfrentam preconceito. São vistos como velhos, mas estão mais preocupados com a saúde, mudaram o estilo de vida porque querem viver mais e ainda têm pique para continuar trabalhando. Segundo o IBGE, 27% dos idosos brasileiros continuam trabalhando _ e isso inclui os setentões e os longevos (pessoas com mais de 80 anos). A "cronologização" da vida mudou. A idade é um sistema que padroniza a hora de iniciar a escola e de se aposentar, por exemplo, mas que hoje exige flexibilização.

A aposentadoria não é o fim da vida útil, apenas significa que vão sobrar mais tempo, depois de tantos anos de produção intensa, para aproveitar outras experiências. Antigamente, a idade tinha conotação de perda, de declínio. Hoje, são os ganhos que têm destaque na vida das pessoas mais velhas.
Fonte: ZH Clicrbs

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Bons hábitos alimentares para idosos

As mudanças que o corpo sofre durante a terceira idade exigem uma alimentação diferente das outras fases da vida


A dieta alimentar na terceira idade é, em geral, bastante diferente das demais etapas da vida. O processo de envelhecimento vem acompanhado de uma série de mudanças na função hormonal, no metabolismo energético e na atividade diária, o que afeta a necessidade de nutrientes. Nessa fase, olfato e paladar ficam progressivamente comprometidos. É comum o idoso se desinteressar por doces e salgados. A produção de saliva também é reduzida e aparecem as dificuldades no processo de mastigação e deglutição, que causam impacto significativo na quantidade e qualidade da ingestão do alimento. Além disso, a presença de doenças crônicas pode levar a restrições dietéticas, que associadas ao uso de diversos medicamentos, reduzem o apetite ou interferem na absorção de vitaminas e minerais. Tudo isso se soma às alterações naturais nos mecanismos de defesa que tornam a pessoa idosa mais suscetível a infecções alimentares.

Outro fator de atenção é a redução da mobilidade que dificulta a compra e o preparo de alimentos e, às vezes, até o ato de se alimentar. Todas essas alterações requerem cuidados especiais com a alimentação na terceira idade. Os cuidados devem começar na aquisição dos alimentos, observando o prazo de validade, o armazenamento e a conservação adequados. Ainda no preparo das refeições, o processo de higiene pessoal e do ambiente, incluindo os utensílios a serem utilizados, reduz o risco de contaminações.

O planejamento de ambientes, móveis e utensílios seguros, de fácil higiene, que exijam mínimo esforço físico e previnam quedas são parte integrante da boa alimentação. A identificação dos alimentos com etiquetas de fácil leitura, com letras de tamanhos apropriados e codificações por cores também podem contribuir para um ambiente alimentar seguro para o idoso.  Para o consumo dos alimentos, um ambiente agradável, iluminado, arejado, limpo, com facilidade para higiene das mãos e móveis com cantos arredondados, que estimule a companhia de outras pessoas e não ofereça muitas distrações (TV, por exemplo) tem um grande efeito no desfrute da refeição e na manutenção de bom estado nutricional.

Buscando superar as eventuais dificuldades e estimular um envelhecimento saudável, o Ministério da Saúde publicou um Manual de Alimentação Saudável para a Pessoa Idosa que sugere medidas simples para tornar o dia a dia do idoso mais prazeroso, favorecendo a autonomia, o entrosamento social e a segurança alimentar e nutricional. Veja a seguir alguns bons hábitos:

 Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pular as refeições e comer devagar, mastigando bem os alimentos, é fundamental. Em caso de dificuldade para mastigar alimentos sólidos como carnes, frutas, verduras e legumes, pode-se picar, ralar, amassar, desfiar, moer ou batê-los no liquidificador.

 Ingira diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como a batata e raízes como o aipim. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.

 Coma pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

 Garanta o feijão com arroz no prato de cada dia ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e dá energia.

 Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retire a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação.

 Limite óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina a no máximo uma porção por dia. Evite também refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas. Limite esses alimentos a no máximo duas vezes por semana.

 Diminua a quantidade de sal na comida. Para temperar e valorizar o sabor natural dos alimentos utilize temperos como cheiro-verde, alho, cebola e ervas frescas e secas ou suco natural de frutas, como limão.

 Determine a ingestão de pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. O baixo consumo de água pelo idoso, associado a uma série de alterações nos mecanismos de controle de água no organismo, leva muito facilmente à desidratação.

 Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.


Iniciativas como estas levam os jovens a refletir sobre os cuidados com a alimentação dos idosos com quem eles convivem e a cultivar seu próprio capital vital, ampliando suas chances de ter uma vida saudável e prazerosa por mais tempo. 


Fonte: Época | O Globo