terça-feira, 16 de junho de 2015

Descoberta histórica: cientistas podem ter encontrado caminho para a cura do Alzheimer

Estudos americanos detectaram o que poderia ser a principal causa das demências


A perda da memória, a desorientação, a dificuldade de relacionamento e outros sinais de demência podem começar a deixar de ser um drama para muitos idosos que sofrem do mal de Alzheimer. Uma descoberta gerou esperanças entre especialistas de que o caminho para a cura da doença finalmente tenha sido encontrado. As informações são do jornal The Independent.

Pesquisas realizadas pela Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, obtiveram resultados convincentes, abrindo novas portas para um tratamento da demência causada pela doença. Isso ocorreu porque os pesquisadores conseguiram detectar uma nova causa potencial do Alzheimer, que pode ser tratada com medicamentos específicos. Tratando-se a causa, a doença pode ser mais facilmente evitada.

No Alzheimer, em vez de proteger o cérebro, o que seria o normal, células imunológicas começam a consumir um nutriente vital denominado arginina. Ao bloquear o processo com uma droga, tornou-se possível evitar a formação de placas no cérebro, fenômeno tão característico do Alzheimer. O medicamento funcionou anteriormente em camundongos, bloqueando a perda de memória. Os pessimistas diriam que o teste em camundongo está muito longe de ser comprovado em seres humanos. No entanto, há sinais muito positivos, já que, até agora, não se sabia a exata função da arginina e do sistema imunológico no Alzheimer.

Usada para bloquear a resposta imunológica da arginina no organismo, a droga, conhecida eflornitina (DFMO), já está senda investigada em ensaios clínicos de certos tipos de câncer e pode ser apropriado para o teste como terapia potencial de Alzheimer. 

A descoberta foi saudada por especialistas no Reino Unido. Segundo eles, foram preenchidas lacunas na compreensão da doença de Alzheimer, abrindo a perspectiva para tratamentos no futuro para essa doença devastadora, do corpo e da alma, que, sozinha, afeta mais de 500 mil pessoas no Reino Unido.

A novidade pode atrair novamente o interesse das empresas em investirem na cura do Alzheimer, já que, por causa da falta de êxito nas tentativas anteriores, aliada ao alto custo do financiamento relativo à doença de Alzheimer e a outras demências, laboratórios farmacêuticos vinham cortando verbas para esse tipo de pesquisa.

O número de pessoas no mundo com algum tipo demência deverá chegar a 135 milhões em 2050. No Brasil, o número de pessoas com esse tipo de doença neuro-degenerativa é de cerca de 900 mil, entre 15 milhões de idosos (6%), segundo a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer).

Carol Colton, professora de neurologia da Universidade Duke, e principal autora do novo estudo, afirmou que até então a pesquisa de Alzheimer havia se baseado na tentativa de compreender o papel da amiloide — a proteína que se acumula no cérebro para formar placas — mas, agora, com os estudos voltados para a arginina e o sistema imunológico, um novo campo se abre. — Vemos este estudo abrindo as portas para pensar de uma maneira completamente diferente acerca do Alzheimer, numa quebra de um impasse de ideias que envolviam a cura da doença.

— Os estudos têm-se dirigido para a amilóide nos últimos 15, 20 anos e nós temos que olhar para outras coisas, porque nós ainda não entendemos o mecanismo da doença ou como desenvolver terapias eficazes. A arginina é um aminoácido e um nutriente essencial para vários processos corporais, incluindo a divisão celular, a cura e as respostas imunológicas. Pode ser encontrada em alimentos que incluem produtos lácteos, carne, nozes e grão de bico. A equipe da Duke, porém, afirma que o estudo não sugere que, com maior ingestão de arginina, haja uma diminuição do risco de se ter o Alzheimer. A barreira do sangue que circula no cérebro regula a quantidade de arginina que pode entrar no cérebro, e, neste caso, a resposta imune responsável por bloquear a arginina permaneceria a mesma, mesmo se confrontadas com níveis mais elevados do nutriente.

O estudo, publicado no Jornal de Neurociência (Journal of Neuroscience), ressaltou que, pelo fato de a pesquisa ter sido realizada apenas em camundongos, seriam importantes os testes em seres humanos para confirmar os resultados. O novo estudo junta alguns pontos da compreensão incompleta dos processos que causam a doença de Alzheimer. Seria a solução para que os idosos aproveitem a vida da melhor maneira, sem a dependência da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.


Fonte: Portal R7 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Idosa encara preconceito e aprende a ler aos 65 anos por incentivo do neto

Maria das Mercês mora em Curitiba e tem o neto de 10 anos como filho. 

 

A oportunidade em poder dar orgulho ao neto foi um dos motivos que fizeram a aposentada Maria das Mercês Silva a superar o preconceito e iniciar os estudos aos 65 anos. A motivação partiu do próprio garoto, de 10 anos, ao perceber o sofrimento da avó que passou parte da vida sem saber ler.      

A avó conseguiu a guarda do menino Felipe Feitosa dos Santos porque a mãe não tinha condições de criá-lo. Hoje, aos 66 anos, Maria das Mercês comemora ter aprendido a escrever o nome, ter sido aprovada para o segundo ano do Ensino Fundamental e destaca que encara o mundo de outra forma agora.

"Ela é minha avó, mas eu considero como mãe. Ela sempre passava pelos lugares e não conseguia ler. Aí tinham vezes em que ela pegava o ônibus e ficava perdida. Agora ela consegue ler bastante coisa e eu que ajudo nas lições que a professora passa", conta Felipe.

"Sempre tive muita vergonha de ser analfabeta e, muitas vezes, nem contava para as pessoas. Também porque eu achava que já estava velha para isso. Mas eu comecei a me sentir mal mesmo com essa situação quando o Felipe chegava da escola com as lições de casa e eu não podia ajudá-lo. Eu me acabava de chorar por causa disso, mas nunca na frente dele", conta Mercês.

Segundo ela, a motivação começou depois que Felipe flagrou uma das cenas de choro em um canto da pequena casa onde moram no bairro Uberaba, em Curitiba.

"Aí eu desabafei com ele, tadinho. Expliquei que dependia das pessoas para todas as coisas, até mesmo para pegar um dinheiro no banco porque nem os números eu conhecida", disse Maria. Para garantir que a matrícula fosse feita e que a avó realmente pudesse estudar, o garoto a acompanhou até a escola. Desde então, como não pode ficar sozinho em casa no período da noite, Felipe acompanha a avó também na sala de aula durante todos os dias da semana.

O trajeto, conta dona Mercês, é feito de bicicleta. "Não tenho outro jeito. Não tenho ninguém pra cuidar dele. Então, eu o coloco na garupa da minha bicicleta, coloco um capa porque ele não pode tomar chuva porque tem bronquite, e nós vamos para a escola. Ele, pela segunda vez, porque estuda de manhã", explica a avó.

"Tenho muita dó de ter que levar ele junto. No primeiro ano, ele dormia sentadinho lá no cantinho da sala, era de partir o coração. Eu sofria vendo o sofrimento dele", lembra a avó, emocionada. "Agora, a prefeitura arrumou uma salinha na escola para que os filhos possam brincar enquanto os pais estudam. O Felipe adora e eu fico bem tranquila", diz.

Mas o sacrifício diário compensa, garante ela. "Graças ao meu netinho, hoje eu não dependo mais de ninguém. Faço tudo sozinha e, com a ajuda dele, nós ainda vamos conquistar muita coisa.", destaca a avó.

O preconceito na vida dela começou cedo, quando o pai proibiu as mulheres da família de estudar. Apenas os homens puderam ter acesso ao ensino. "Meu pai achava que mulher não podia sair de casa e que tinha que ficar só na cozinha", declara Maria das Mercês.

Feliz por ter acompanhado o primeiro ano de aula da Dona Maria Mercês, a professora Marli Pimentel da Silva conta que a idosa teve um bom desempenho logo no primeiro dia de aula.
"Ela sempre foi uma aluna que cobrou bastante dos professores. Sempre foi nítido a força de vontade dela em querer aprender. Ou seja, ela sempre fez o papel de cidadã questionadora e sempre quis uma escola de qualidade. Nota dez pra ela.", destaca Marli, que atualmente atua como pedagoga.

Dona Maria das Mercês contou que o maior dos sonhos ela já conquistou, que era o de aprender a ler. Ela também disse que quer ir muito além nos estudos e escrever um livro sobre a história de vida dela. Mas o desejo mais próximo de se realizar é mais uma necessidade do que um sonho.

 


Fonte: G1 | Globo.com 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Avós que tomam conta dos netos uma vez por semana são mentalmente mais ativos

Em contrapartida, cuidar dos pequenos muitas vezes na semana demonstrou ser prejudicial
Cuidar dos netos uma vez por semana ajuda a manter as avós mentalmente ativas, constatou um estudo publicado no jornal The North American Menopause Society. Isso é uma boa notícia especialmente para aquelas que se encontram no período pós-menopausa, quando precisam se prevenir e reduzir os riscos de desenvolver Alzheimer e outras doenças cognitivas.
Por outro lado, tomar conta dos pequenos cinco dias por semana ou mais teve alguns efeitos negativos em testes de acuidade mental realizados na pesquisa. “Sabemos que as mulheres mais velhas, que são socialmente engajadas, têm uma melhor função cognitiva e um menor risco de desenvolver demência posteriormente. Entretanto, o excesso também pode ser prejudicial” — afirmou a diretora executiva da publicação, MargeryGass.
Três testes diferentes foram aplicados em 186 australianas, com idades entre 57 e 68 anos, para avaliar a sua capacidade mental. Entre as 120 avós, aquelas que passaram um dia por semana cuidando dos netos tiveram o melhor desempenho. Ao contrário, aquelas que tomaram conta dos pequenos durante cinco ou mais dias por semana foram significativamente pior nos testes que avaliaram memória e velocidade de processamento mental. A descoberta surpreendeu os pesquisadores, que não esperavam por esses resultados.
Embora outras investigações já tivessem analisado a relação entre a capacidade e atividade mental e ser socialmente engajado, esta é a primeira vez que uma pesquisa enfoca o comportamento deste grupo específico. “Já que ser avó é um papel social tão importante e comum para as mulheres na pós-menopausa, precisamos saber mais sobre os seus efeitos futuros na saúde”, - conclui Margery.

Fonte: Zh Clicrbs 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Perda de paladar em idosos pode desencadear doenças, apontam cientistas

Pesquisadores constatam que os mais velhos têm dificuldade de perceber o umami, um dos cinco gostos básicos caracterizado como saboroso.

Azedo, salgado, doce, amargo e... Umami. O último pode não transmitir com a mesma rapidez a sensação no paladar que os outros quatro mais conhecidos, mas não há quem deixe de apreciar uma carne suculenta, legumes tenros ou uma pratada de crustáceos apetitosos. Esse gosto “delicioso” e duradouro de “deixar água na boca” é reconhecido como um dos cinco sabores básicos. Por isso, garante a capacidade de equilibrar o paladar e definir melhor o gosto total de uma refeição. Não só isso. O umami parece ter mais facetas que o imaginado, e todas elas muito boas para a saúde. Um trio de pesquisadores do Japão acredita que há uma estreita relação entre a capacidade de um indivíduo de perceber o umami e a condição física dele. Principalmente, quando a pessoa vai envelhecendo.

“Nosso teste de sensibilidade desenvolvido recentemente revelou a perda apenas da sensação do gosto umami com a preservação dos outros quatro básicos em alguns pacientes idosos”, resume Noriaki Shoji, que conduziu o estudo com Takashi Sasano e Shizuko Satoh-Kuriwada, todos da Escola de Odontologia da Universidade Tohoku. Eles avaliaram 44 idosos com relação à provável perda de gostos básicos no paladar, entre outras condições de saúde. Em comum, os participantes reclamavam de perda de apetite e de peso, resultando em saúde total debilitada.


Com base nos resultados, publicados na revista Flavour, os cientistas consideram que melhorar o fluxo salivar pode ser um tratamento para pacientes com distúrbios digestivos, nutricionais e de paladar. Nesse cenário, estimular o sabor umami aumenta o fluxo da saliva. “Encontramos também o tratamento de hipossalivação (baixa produção de saliva). Isso diminui a hipogeusia (diminuição da função gustativa), indicando que a salivação é essencial para manter a função do gosto normal”, diz Shoji.

Para estimular a produção de saliva e tratar doenças relacionadas ao paladar, à digestão e até mesmo à nutrição, os cientistas deram aos voluntários o chá japonês kobucha, feito de pó de algas e rico em umami. Foram observados a salivação, o apetite, o peso e a saúde em geral dos participantes. “A manutenção do umami não só contribuiu para a função gustativa, mas também para a preservação da boa saúde oral e em geral nas pessoas idosas”, garante Shoji.

Fonte: Correio braziliense

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Produtos específicos para a terceira idade ainda são raros no mercado brasileiro

Para o IBGE, a terceira idade brasileira tem alto poder de consumo. Só em 2013, as compras das pessoas com mais de 60 anos representaram 34% do total gasto pela população


Não encarar a terceira idade como um sinônimo de velhice abre portas para novas possibilidades. Se 71% dos brasileiros com mais de 60 anos têm independência financeira, aí está um grande potencial de consumo. Só em 2013, segundo a consultoria Escopo, especializada em estudos de geomarketing, os idosos gastaram em torno de R$ 1 trilhão, 34% do total gasto pela população brasileira. No entanto, 45% têm dificuldades para encontrar produtos adequados, segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito. O IBGE trata a população com mais de 60 anos como um grupo com alto poder de consumo.
– Nos Estados Unidos, boa parte do espaço comercial da TV aberta é dedicado aos produtos para terceira idade, que vão desde planos de saúde até utensílios domésticos. O Brasil ainda está engatinhando nessa área. Os baby boomers estão começando a se aposentar, então é preciso olhar para esse grupo com mais atenção. Eles precisam de produtos adequados e não de produtos para velhos – aponta o professor de comunicação Dado Schneider.
Se há um grupo chegando aos 60 anos prontos para aproveitar a nova fase e investir as economias em viagens, estudos e numa vida com qualidade, há quem esteja nessa faixa sem saber direito como recarregar os créditos do cartão do metrô. Os idosos também querem comprar pela internet, saber pesquisar no Google. Se os mais jovens não estão dispostos a mostrar como a tecnologia funciona, o país perde em crescimento.

Para Stella Susskind, presidente da Shopper Experience, os sessentões estão procurando se atualizar em tecnologia. Podem até comprar menos pela internet do que os mais jovens, mas procuram pesquisar para barganhar melhor preço ou não serem enganados. Para ela, é no atendimento que reside o problema: “Todo mundo gosta de um atendimento especial, de atenção em relação ao que foi procurar na loja. No entanto, os empresários brasileiros não estão atentos ao consumo inclusivo. Muitas pessoas dessa faixa etária reclamam que se sentem invisíveis nas lojas.” As empresas precisam mudar sua cultura agora para atender a demanda que vai explodir em 10 anos.
Fonte e foto: zh.clicrbs.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Por que alguns familiares não aceitam o diagnóstico de Alzheimer?

Queixas como “meu irmão insiste em dizer que se trata-se apenas de uma leve perda de memória, natural do envelhecimento e que não tem nada a ver com Alzheimer ou qualquer outra demência são muito frequentes.  Muitos familiares têm dificuldade de aceitar o diagnóstico de que o pai ou mãe, idosos, esteja acometido pela demência.
Há uma negação sistemática, alguns recusam-se mesmo a acompanhar as consultas ao médico, outros, com essa postura, não dão nenhum crédito às situações narradas sobre o dia a dia do idoso com Alzheimer. Muitos filhos de pais idosos com Alzheimer, embora não aceitem  a realidade, sentem alguma culpa e se limitam a contribuir financeiramente. A explicação possível desta atitude de rejeição se  deve provavelmente ao medo de imaginar seu ente amado se “apagando” aos poucos e se sentir impotente.

Por outro lado, essa negação, essa rejeição ao diagnóstico, implica em uma carga emocional e estresse ainda maior à pessoa da família que se encarrega dos cuidados diários do familiar acometido de Alzheimer. A pessoa que assumiu o papel de cuidador terá menos pessoas a quem recorrer, com quem dialogar, com quem dividir as dificuldades crescentes que ocorrem com o progresso da doença.

Por vezes essa tarefa de ser um cuidador parece árdua e pouco reconhecida pelos demais familiares. Mas é essa pessoa que vê nitidamente as mudanças provocadas pela evolução da doença, como a perda gradativa da capacidade da pessoa com Alzheimer de fazer certas  tarefas que antes fazia sem dificuldade. Nestes momentos, o familiar que não participa mais de perto dos cuidados tem dificuldade de entender e aceitar estas mudanças e acaba por criticar as ações do cuidador, que fica sempre hesitando entre oferecer ajuda e tentar ainda manter a independência do idoso. Como determinar o momento apropriado para parar de forçar que o paciente faça suas tarefas diárias por si mesmo e ajudá-lo a fazer sem ferir sua dignidade e autoestima. Quando a doença atinge este estágio, não se trata mais apenas de perda de memória ou simples esquecimento, mas de um irreversível processo de declínio de outras funções cognitivas.

Por exemplo, é muito comum, um familiar que vê a mãe idosa algumas vezes por semana, achar inadmissível que ela não prepare sua própria refeição. Ocorre que muitas pessoas diagnosticadas com Alzheimer, em alguma fase da doença, perdem a capacidade de planejar, organizar, iniciar e controlar ações – as chamadas funções executivas. Embora uma tarefa aparentemente “simples”, preparar uma refeição requer: decidir o que fazer, identificar e juntar os ingredientes, usá-los numa ordem determinada ou todos juntos, escolher os utensílios certos, definir do tempo de cozimento e finalmente dar por concluído o prato. Como podemos ver, é uma tarefa que, embora executada repetidas vezes e muitas vezes ao longo dos anos, exige senso de organização, planejamento, execução e monitoramento.

Outra postura muito comum é um familiar inconformado com o diagnóstico não acreditar no médico, dizendo que precisa ter outros diagnósticos que confirmem o primeiro. Frequentemente é uma atitude meramente protelatória. No fundo a rejeição, a negação do fato, são máscaras sob as quais se escondem emoções e sentimentos de tristeza, medo, raiva, perda e incerteza.

Um paciente com Alzheimer não escolheu abrir mão de sua independência por preguiça ou desmotivação. A realidade é que ele não consegue executar estas tarefas e é irreal esperar que faça. Devido as diferenças de opinião entre os familiares (irmãos, quando se tratar de pai ou mãe doente) acabam criando uma crise interna, e não raras vezes, culminando com discussões e brigas. Nestas situações, torna-se necessária uma reunião familiar com a mediação de um profissional da saúde (médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e especialistas em Alzheimer) para discutir, explicar sobre a doença e sua evolução, ajudar no planejamento do dia a dia de todos os envolvidos, na distribuição das atribuições e responsabilidades de cada familiar, na definição da pessoa que se encarregará do papel de cuidador e na assessoria a eventuais modificações físicas na casa para maior conforto e segurança do paciente.


A união de esforços dos membros da família que passa a conviver com a nova situação e lidar com as mudanças necessárias na vida de cada um, é a melhor forma de dar apoio ao cuidador e com isso ajudar a dar ao paciente uma qualidade de vida.

Fonte: Terceira Idade Melhor 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Brasileiros praticam Inglês conversando com idosos solitários de Chicago e o resultado é lindo

É quase que obrigação de todo brasileiro buscando oportunidades no mercado de trabalho falar Inglês. Os jovens começam desde cedo a frequentar escolas com cursos de idioma para um dia falar fluentemente.

Em uma situação completamente oposta estão os idosos e aposentados que vivem em países como os Estados Unidos, onde a língua nativa é o Inglês. Eles já não se preocupam tanto com oportunidade de emprego, mas sentem falta de conversar com pessoas mais jovens.

Colocando assim fica fácil de imaginar sobre o que o vídeo a seguir se trata, mas o curso de inglês CNA precisou de uma sacada genial para montar essa campanha.

Clique no play abaixo para ver.