sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Inclua no prato 12 alimentos que hidratam

Confira a lista de frutas e legumes que não podem faltar no seu cardápio de verão

Manter a hidratação é fundamental para segurar o metabolismo em ordem e também para evitar problemas como tontura e pressão e baixa. Quando o clima esquenta, o desafio é maior: água, sucos naturais e outros refrescos precisam ficar por perto o dia inteiro, evitando as crises de desidratação. A forma de contribuir para que seu corpo permaneça hidratado é investir em frutas e legumes que contêm água na composição. 

É importante ressaltar que o consumo desses alimentos não elimina o consumo de água. A ingestão de água é essencial para regular uma série de funções no organismo. Sem o líquido, vários sistemas vitais são comprometidos, desde o controle da temperatura corporal até a circulação sanguínea. Mas o consumo regular das sugestões que você acompanha a seguir contribui para que os desconfortos causados pela desidratação deixem de incomodar. Todos eles contêm mais de 80% de água na composição e vão ajudar você a manter o pique. 

Melancia
Logo na primeira mordida já da pra perceber que a melancia é cheia de água – precisamente 92%, com 31 calorias a cada cem gramas da fruta. Além de água, a melancia também possui vitaminas do complexo B, vitamina A, que protegem a visão e pele, provinem infecções e combatem radicais livres.

Morango
Delícia muito usada em sobremesa, 100 gramas de morangos têm 92% de água em sua composição, 30 calorias e podem acompanhar desde a salada até o bolo no café da tarde. Essa fruta contém ácido elágico, que evita danos nas células, auxiliando na prevenção do câncer. O morango também possui fisetina, um nutriente muito importante para a memória, além do fósforo, potássio e magnésio – nutrientes essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso central.

Pêssego
Com apenas 35 calorias, um pêssego médio tem 89% de água e é importante para a prevenção de problemas relacionados à visão e a pele, por conter quantidades significantes de vitamina A. Pode ser consumido puro, em suco ou acompanhado de outras frutas.

Framboesas
Famosas pela presença de antioxidantes, as framboesas também são excelentes quando o assunto é hidratação. Uma porção com 100 gramas da fruta tem 87% de água, 57 calorias e propriedades capazes de diminuir os sintomas da TPM, como as cólicas e oscilações de humor.

Abacaxi
Com 48 calorias e 87% de água em 100 gramas, o abacaxi é composto por vitamina C, ácido málico e bromelina. Este último auxilia na digestão, por isso o ideal é consumi-lo como suco em fatias após uma refeição.

Pepino
O pepino tem 17 calorias a cada 100 gramas e é composto de 96% de água. Para aproveitar melhor esse benefício o ideal é consumi-lo cru, na salada ou sozinho. Esse alimento possui nutrientes como potássio, (aliado na luta contra hipertensão) e vitamina C, que fortalece nosso sistema imunológico.

Abobrinha
A abobrinha também apresenta uma grande quantidade de água (95%) em sua composição. Ela também é rica em vitamina B3, que auxilia na manutenção dos níveis de colesterol. Recentes pesquisas mostram que essa vitamina pode inclusive elevar os níveis de colesterol bom. É comum cozinhar a abobrinha antes de comer, o que acaba retirando boa parte da água desse alimento. Se a intenção for hidratar, prefira consumi-lo cru, ralado ou fatiado na salada.

Tomate
Marcando presença na maioria dos pratos, 100 gramas de tomate têm 94% de água e só 20 calorias. Além disso, o alimento oferece nutrientes, fósforo, vitamina A, e vitamina C, que fortalece o sistema imunológico, prevenindo doenças.

Cenoura
Uma xícara de cenoura é composta por 88% de água e tem 45 calorias. Muito conhecida por seu alto teor de vitamina A, é possível consumi-la fatiada, ralada ou naquelas versões mini, como um lanche entre refeições.

Salada que hidrata
Para acompanhar o pepino, o tomate, a cenoura e os rabanetes, você pode completar sua salada com folhas que também possuem muita água. A que mais hidrata é a alface.  Uma xícara de alface tem 96% de água e apenas 10 calorias. Já uma xícara de espinafre tem 92% de água e 40 calorias, além de ser riquíssima em cálcio, potássio e vitamina A. O repolho, além de ter 93% de água e 15 calorias em uma xícara, também é rico em potássio.


Fonte: Minha vida

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Senhora de 97 anos se forma em direito e diz: “Quero ser útil para a sociedade”.


Fazer um curso superior sempre foi um sonho de Chames Salles Rolim. Mas ela adiou o sonho durante uma vida inteira, e só decidiu entrar para a faculdade após a morte do marido, com quem foi casada por 63 anos, que era bastante ciumento e não aprovava a ideia.
Aos 97 anos, com uma lucidez incrível, muito ativa e com dez filhos criados, a mineira de Santa Maria de Itabira acaba de receber o diploma de bacharel pela Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa). E quer ser muito útil para a sociedade.
“Sei que a minha idade não me dá muito prazo”, diz. “Por isso o que eu quero é ser útil a quem me procurar, compartilhar o conhecimento. Se eu não souber responder algo, vou orientar a pessoa a buscar quem saiba.”

Filha de libaneses, ela acredita na instrução como ferramenta de transformação social. “O ser humano deve aprender a distinguir entre o bem e o mal e, para isso, precisa ter acesso a uma fonte esclarecedora”, afirma. “Se eu puder ajudar nisso, ficarei muito feliz.”
E complementa: “A gente sempre pode aprender, mesmo que seja a conviver melhor com as pessoas”.

Fonte: Meio norte 

sábado, 1 de novembro de 2014

Um em cada três bebês nascidos em 2013 vai viver até aos 100 anos

No final do século, a esperança de vida é de chegar aos 100 anos.

"No dia seguinte ninguém morreu". Nem no outro, nem no outro, nem no outro. Na obra Intermitências da Morte, José Saramago imaginou uma sociedade onde todos viveriam para sempre. Apesar do desenvolvimento da medicina e dos avanços científicos, a vida eterna continua a ser pura ficção. Mas a verdade é que o aumento ininterrupto da longevidade é bem real. Há décadas que a esperança de vida em relação a taxa de natalidade cresce: mais três meses por cada ano que passa. No final do século, chegará aos 100 anos. A barreira do centenário, que a maioria acredita não vir a ultrapassar, vai se tornar vulgar. E depois? Qual é o limite? 


De acordo com as Nações Unidas, na maioria dos países, independentemente da sua localização geográfica ou estádio de desenvolvimento, a taxa de crescimento dos chamados muito idosos, a partir dos 80 anos, vai subir mais rapidamente do que a de segmentos mais jovens da população. Apesar da proporção de pessoas que vivem até aos 100 ser ainda muito pequena, o número é crescente. No ano 2000, havia cerca de 180 mil centenários em todo o mundo. Em 2050, estima-se que venham a ser 3,2 milhões. 

Em Portugal, o fenômeno também não passa despercebido. Há 100 anos havia no país apenas 395 centenários. No ano passado, eram 3393, quase dez vezes mais. E o ritmo de crescimento acelerou nos últimos anos. Desde 2011, o número de portugueses com mais de um século de vida tem aumentado a um ritmo de cerca de 30% ao ano. “Se não houver nenhum fator que interfira com a esperança de vida, como guerras ou grandes epidemias, pouco tempo ela chegará aos 100 anos”, diz José Rueff, diretor do Centro de Investigação em Genética Molecular Humana da Universidade Nova de Lisboa. 


Esse já é, aliás, o horizonte de vida de grande parte das crianças nascidas agora. Segundo um estudo do Instituto de Estatísticas do Reino Unido, um em cada três bebês nascidos em 2013 viverá, pelo menos, até 2113.

Biologia favorece as mulheres
Qual será, afinal, a próxima fronteira? 150, 200 anos? Pode parecer delírio, mas Aubrey de Grey, um conceituado investigador britânico na área da gerontologia, garante mesmo que a primeira pessoa a chegar aos 150 já nasceu. O cientista acredita que nas próximas décadas os médicos terão todas as armas de que precisam para "curar" o envelhecimento. E quando conseguiremos? Ninguém sabe ainda determinar qual será o limite de viabilidade biológica do organismo, "pela simples razão que os próprios mecanismos de envelhecimento são ainda relativamente obscuros" – diz Grey. 

O limite máximo da duração da vida não mudou ao longo dos séculos. Sempre houve gente a viver muito tempo. O que aumentou foi a percentagem de pessoas a atingirem a idade avançada e, consequentemente, a esperança média de vida. 

Por razões fisiológicas e por hábitos de vida, as mulheres terão sempre um horizonte maior. "Os homens tendem a ter doenças terminais mais cedo, comportamentos de risco mais frequentes em idades mais precoces, uma alimentação mais desequilibrada e mais dificuldade em lidar com o estresse porque internalizam mais os problemas", explica o biólogo Miguel Remondes. 

Outra explicação recentemente investigada, e ainda controversa, prende-se com o fato das mulheres terem duas cópias do cromossomo X e os homens apenas um. Isso faz com que os defeitos já identificados em genes desse mesmo cromossomo possam ser compensados pela mulher, em que quase sempre uma das cópias é boa, mas não no homem, adianta Remondes. 

Adolescentes até aos 40?
Em 1914, Josefa Sousa era a mulher mais idosa de Portugal. Tinha 118 anos, morava perto de Amarante e permanecia completamente lúcida. José Henriques de Sousa, pai de 29 filhos, era o homem mais idoso. Aos 104 anos, o lavrador do Ribatejo ainda dirigia os negócios da família e só lamentava não ser mais novo para poder ir para a guerra que então acabava de eclodir na Europa. Há precisamente 100 anos era esta a vida dos velhos mais velhos do país. 

E como será a vida no tempo em que chegar à idade de Josefa ou José deixar de ser exceção e passar a ser a regra? Toda a sociedade e os ciclos de vida terão de ser repensados, diz o investigador Pedro Granja: "Se vivermos todos até aos 100, não fará  sentido termos de escolher um curso aos 18 e deixarmos de estudar aos 22 ou 23. Teremos de trabalhar até muito mais tarde e as diferentes fases da vida serão necessariamente retardadas. A infância, o tempo de juventude, a idade adulta e a velhice conhecerão novas fronteiras, como aliás já começa a acontecer". 

Ainda faltam, porém, várias décadas até que a esperança média de vida atinja os 100 anos. Para já, mais importante do que somar anos à vida é acrescentar qualidade de vida aos que nos esperam. Interessa mais medir os anos de vida saudáveis do que simplesmente os anos que ainda devemos ter. São duas coisas completamente diferentes. Aos 65 anos, uma mulher tem, em média, mais 20 anos de vida, mas apenas mais 6,6 de vida saudável. E os homens menos.

Fonte: Expresso Sapo




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Idosos fazem parte do grupo que mais cresce no Facebook

Participação de usuários acima de 65 anos cresceu 10% em 2013 nos Estados Unidos

Quando Mark Zuckerberg criou o Facebook enquanto estudava em Harvard, provavelmente, não imaginava a terceira idade como o principal nicho de mercado de sua plataforma. Mas, quase uma década depois, o futuro dessa rede social depende cada vez mais de sua adoção entre idosos.



Em 2013, os maiores de 65 anos foram o grupo que mais cresceu na maioria das redes sociais nos Estados Unidos, incluindo Facebook e Twitter, aumento que contrasta com uma leve diminuição no número de usuários mais jovens, segundo um levantamento recente do Centro de Pesquisas Pew. Agora, portanto, os jovens não só compartilham o espaço virtual com seus pais e tios, mas também com seus avós.

A pesquisa revela que, embora o Facebook continue reinando entre as redes, seu alcance é tão grande que começa a chegar ao limite. Além disso, um crescente número de usuários já divide seu tempo entre várias redes sociais.

Segundo o Pew, 71% dos internautas americanos têm um perfil no Facebook, representando 4% a mais em relação ao fim de 2012. Mas esse aumento se deve unicamente aos maiores de 30 anos e, sobretudo, à sua expansão entre os maiores de 65 anos. A porcentagem de usuários idosos na rede de Zuckerberg nos Estados Unidos cresceu 10% no último ano, e o site já alcança 45% dos que usam a internet com essa idade.
O aumento contrasta com a redução de 2% (86% em 2012 para 84% em 21013) dos usuários entre 18 e 29 anos. Outro estudo da iStrategy indicou queda entre usuários do ensino médio e de ensino superior dos Estados Unidos. Entre 2011 e 2014, a rede social perdeu cerca de 11 milhões de usuários jovens.

Embora os jovens ainda sejam, de longe, os principais usuários das redes sociais, os números não mentem: o potencial de crescimento é muito maior na terceira idade. “A demografia das audiências das redes sociais pode mudar ao longo do tempo e, como em qualquer negócio, as redes que mudam com elas, prosperarão”, afirmou Tammy Gordon, vice-presidente da Associação Americana de Aposentados.

Novos hábitos
Thomas Kamber, diretor e fundador do Older Adults Tecnology Services, (OATS ou Serviço de Tecnologia para Idosos), se queixou que as empresas do setor só pensam nos jovens. “É uma pena, porque são os mais velhos que provam a qualidade de seus produtos. Se funciona para idosos, funciona para todos”, afirmou Kamber


Tammy destacou que a terceira idade utiliza smartphones e tablets e compra pela internet igual aos jovens. Além disso, recorre às redes sociais para manter o contato com parentes e amigos. O interesse crescente das pessoas mais velhas pela tecnologia se deu nos últimos dois anos. Ele afirma ainda que esse fenômeno pode ser atribuído ao fato de que os idosos dispõem hoje de suficientes noções de informática e têm muita vontade de se manter ativos. “Eles querem se envolver no mundo. A tecnologia é uma forma de conseguir isso. Estão pedindo mais participação na sociedade digital. Além disso, há três anos quase nenhum aposentado sabia utilizar um computador. Agora, sim. E estar no Facebook é o passo seguinte”, afirmou o diretor da OATS.

Fonte: Estadão.com.br 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Encontro discutirá por que mulheres e homens vivenciam o envelhecimento de formas diferentes

A 2ª edição brasileira do Fórum Internacional da Longevidade, que acontece em outubro no Rio de Janeiro, contará com a participação de representantes da ONU. 

A expectativa de vida aumentou 30 anos no último século. Mais longevas do que os homens, mulheres cuidam de todos os integrantes da família e vivem mais tempo sozinhas. O número de viúvas é grande. Quem cuida delas? 

Terão os idosos, e em especial as mulheres, todos os capitais necessários à qualidade de vida esperada: o capital vital (saúde), o financeiro (aposentadoria), o social (interação e atividades em grupo) e o conhecimento (educação continuada, atualização)? 

Envelhecimento e gênero

Para discutir e analisar as diferenças entre o homem e a mulher, não somente nos aspectos genéticos, mas também na construção social, o Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC, na sigla em inglês) está promovendo a segunda edição do Fórum Internacional de Longevidade no Brasil, este ano com o tema “Envelhecimento e Gênero”. 

O evento, que será realizado nos dias 16 e 17 de outubro, no Rio de Janeiro. Participarão do encontro 30 experts brasileiros, internacionais, representantes de organizações e parceiros, entre elas a Organização das Nações Unidas, compartilhando e discutindo os mais atuais conhecimentos da área. 

“Estamos diante de uma revolução. A expectativa de vida dos idosos aumentou 30 anos no último século. Hoje, a população que nasce pode viver em média 75 anos de idade, o que gera implicações para toda a sociedade”, afirma Alexandre Kalache, médico, gerontólogo, presidente do ILC e líder do fórum. O encontro tem o apoio do Fórum Mundial de Demografia e Envelhecimento (WDA Forum), organizado em conjunto pela Bradesco Seguros e UniverSeg, em associação com o Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (CEPE), parceiros da academia, governo, organizações da sociedade civil e as Nações Unidas. 

Fonte: Portal da Terceira Idade 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Quatro exercícios para cuidar da pele de rosto na terceira idade

Com o passar do tempo a pele do rosto começa a exigir alguns cuidados especiais. Tratamentos estéticos, cremes hidratantes e loções anti-sinais invadem a rotina das mulheres que pretendem manter a pele bonita e saudável.
Mas será que só esses procedimentos já são suficientes? Especialistas afirmam que fazer ginástica facial, 15 minutos por dia, também ajuda a combater as marcas de expressão e a flacidez.

Confira quatro exercícios que vão lhe ajudar a cuidar da pele de forma eficiente e econômica:
Exercício para os olhos
- Feche os olhos e mantenha as pálpebras bem pressionadas por cinco segundos.
- Repita o processo cinco vezes.
-Na hora de realizar o movimento, fique atenta para não deixar a testa franzida.

Exercício para o rosto
- Posicione a ponta da língua no céu da boca.
- Em seguida, coloque as duas mãos embaixo do queixo.
-Tente abrir a boca, mas impeça com as mãos.
- Mantenha essa posição por cinco segundos, sem forçar a arcada dentária.
- Repita o procedimento, três vezes, todos os dias.

Exercício para a testa
- Arregale os olhos e erga as sobrancelhas, fazendo uma expressão de susto.
- Mantenha essa expressão por cinco segundos.
- Em seguida, relaxe a musculatura facial e repita o processo por três vezes, diariamente.

Exercício para a boca
- Com os lábios entreabertos, dê um sorriso e segure a expressão por cinco segundos.
- Após o tempo determinado, relaxe a musculatura e repita o processo 10 vezes, todos os dias.

Fonte: M de Mulher e viva sênior 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Estudo aponta relação entre soníferos e risco de Alzheimer

Segundo estudo, utilização de certos soníferos e tranquilizantes pode aumentar sensivelmente o risco de se desenvolver a doença 


A utilização de certos soníferos e tranquilizantes da família das benzodiazepinas por longos períodos pode aumentar sensivelmente o risco de se desenvolver o Mal de Alzheimer, revela um estudo franco-canadense publicado nesta quarta-feira.
Durante seis anos, os pesquisadores analisaram 1.796 casos de Alzheimer reportados em um programa canadense de assistência médica e compararam os dados com informações de 7 mil pessoas do mesmo sexo e idade, mas com boa saúde.
No estudo, publicado no site do British Medical Journal (thebmj.com), os pesquisadores concluíram que o consumo de benzodiazepinas durante mais de três meses está associado a um risco maior de sofrer de Alzheimer, que pode chegar a 51%.
O risco está associado à duração do tratamento e a utilização de benzodiazepinas cujo efeito é mais prolongado.
Os autores do estudo, entre os quais pesquisadores do francês Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) e da Universidade de Montreal, destacaram que os resultados "reforçam a suspeita de um vínculo direto" entre o consumo de benzodiazepinas e o Mal de Alzheimer, que ainda precisa ser confirmado.
As benzodiazepinas constituem "incontestavelmente ferramentas preciosas para tratar ansiedade e insônia temporárias", mas os tratamentos devem ser de curta duração e "não superar os três meses", destacam os especialistas.
Os resultados do estudo vão na mesma direção das advertências lançadas pelas autoridades de saúde de vários países sobre a utilização de benzodiazepinas, especialmente em pessoas mais velhas, devido aos efeitos secundários de ordem cognitivaSegundo a agência francesa de segurança de medicamentos (ANSM), 11,5 milhões de franceses consumiram ao menos uma vez a benzodiazepina no ano de 2012, entre os quais 7 milhões por ansiedade e 4,2 milhões transtornos do sono.
Os consumidores tinham, em média, 56 anos e quase dois terços eram mulheres. Entre o grupo feminino, um terço estava acima dos 65 anos.
Fonte: Exame | Abril