terça-feira, 11 de março de 2014

Terceira idade: guia para viver um grande amor

Ao chegar à terceira idade, queremos viver uma vida mais tranquila e ter um amor que nos complete. Descubra como fazer o coração se apaixonar, mesmo na terceira idade 


O relacionamento deve estar baseado na união e no respeito. Amar alguém é querer estar por perto e compartilhar todos os momentos com essa pessoa. Por isso, é necessário colocar sempre uma dose de romantismo nas relações. Para receber carinho é preciso demonstrar o quanto você gosta das pessoas.

Romance

Como o relacionamento deve ser algo construtivo, evite um relacionamento que te prenda e pessoas que te machucam. Tenha sempre em mente: o amor constrói e não destrói.

Maturidade

Converse sempre que for necessário. Para tudo há uma saída. Muitas pessoas desistem de relacionamentos por falta de diálogo. Entenda que em uma relação, é preciso que os dois abram mão de algumas coisas. Procure amadurecer com o parceiro e o relacionamento.

Antes só do que mal acompanhado

Não é preciso viver para sempre com uma pessoa, se você está infeliz. A relação deve fazer você se sentir feliz e completo. Várias pessoas alegam que só foram felizes no segundo ou terceiro casamento. Por isso, se o relacionamento não deu certo, tente outra vez, conheça outras pessoas, mude a sua rotina, etc.

Aproveite o relacionamento

O relacionamento deve vir para melhorar a sua vida. Invista em você e no seu parceiro e entenda que ambos possuem direitos e deveres iguais no relacionamento. Não procure por um amor de cinema, viva o seu relacionamento e aproveite-o como ele é.


Fonte: Viver Na Boa

sexta-feira, 7 de março de 2014

Aprender com os mais “velhos”

Veja como alguns municípios brasileiros podem aprender com regiões mais envelhecidas, fortalecendo laços comunitários a partir da readequação de locais públicos além de fortalecer relações intergeracionais.
Duas notícias recentes de Portugal chamaram a atenção pelas lições a serem extraídas de um país já bem envelhecido. Uma delas nos faz pensar sobre o que acontece com os espaços públicos de uma cidade quando seus habitantes envelhecem. É comum vermos em algumas partes de São Paulo o abandono  desses  patrimônios , mas o que fazer com eles?
A primeira delas trazia como título a seguinte manchete: “Escolas aproveitadas para acolher idosos e associações”. E noticiava que quatro escolas primárias desativadas, estavam sendo adaptadas para um centro de apoio ao idoso, ajudando os mais velhos na aquisição de medicamentos e alimentos, e sedes de associações locais, evitando assim o isolamento social.

Estas adaptações têm como objetivo funcionar como um centro dia, acolhendo entre 25 a 30 idosos, desenvolvendo um apoio que vai desde a compra de alimentos até aos medicamentos para quem já não consegue ou não tem como se deslocar. Nesses espaços os idosos podem ainda pagar suas contas de água e luz. A escola adaptada tem espaço para a área da saúde, cultura e animação social.

Intergeracionalidade

A segunda notícia, intitulada “Câmara de Viseu quer idosos a acolher jovens estudantes”, assinalava que estavam identificando pessoas idosas no centro histórico da cidade dispostas a acolher jovens estudantes nas suas casas, com o objetivo de colocar em prática o projeto intergeracional.

O programa consiste na pessoa mais velha disponibilizar o alojamento, (por um preço quase simbólico, com a obrigatoriedade de o jovem poder também acompanhar o idoso). A notícia assinalava ainda que “a autarquia pretende, não só incentivar a solidariedade entre os mais novos e os mais velhos, mas também contribuir para povoar cada vez mais o centro histórico.

Ambas as notícias poderiam fazer parte de programas municipais brasileiros, fortalecendo laços comunitários a partir da readequação de espaços urbanos como também ampliar e fortalecer relações intergeracionais, além de um reuso do centro, como o de São Paulo, por exemplo, sem ter que gastar muito dinheiro público.


Fonte: Portal do envelhecimento 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"The Lighthouse" (O farol)

Cheio de sutilezas e simbolismos, o filme trata delicadamente da relação entre pai e filho, de amor e respeito. Ele mostra o crescimento, o aprendizado, a partida, o retorno, o envelhecimento e o fimque é também um novo começo.O Farol é a casa, o porto seguro, que sinaliza que está tudo bem. Os barcos simbolizam as conquistas, idas e vindas. 

Foi com essa essência e sem dizer nenhuma palavra que o diretor taiwanês Po Chou Chi criou a animação e ganhou merecidos 27 prêmios internacionais além de participar de 50 festivais de cinema. 

Assista
o vídeo e se emocione: 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um mundo mais velho e mais forte

O aumento radical da expectativa de vida mudará a cara do mundo nas próximas décadas – e isso deverá transformar em imensas oportunidades para as economias e para as empresas 

Há no mundo cerca de 340 000 centenários. Em quatro décadas, o número deverá subir para 3,2 milhões. E isso será só o começo. Metade das crianças que nascem hoje em países ricos ou nas camadas mais abastadas dos emergentes deverá passar dos 100.

“Estimo que estejamos acrescentando 2,5 anos por década. Ou seja, a cada hora, ganhamos 15 minutos”, diz o economista Ronald D. Lee, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e um dos demógrafos mais respeitados do mundo.

Se, além desses avanços mais tradicionais, os cientistas conseguirem viabilizar tratamentos revolucionários que “atrasem” nosso relógio biológico, não está descartada a hipótese de um ser humano viver até 150 anos — pelo menos no terreno da teoria.

O fenômeno do aumento da expectativa de vida, aliado à queda dos índices de natalidade, mudará a cara do mundo. Segundo os dados mais moderados, até 2050 as faixas etárias acima dos 50 anos passarão do atual 1,5 bilhão de indivíduos para 3,1 bilhões. Já a população de crianças e adultos jovens crescerá bem menos.

Em quatro décadas, as pessoas com 50 anos ou mais serão mais da metade da população na Coreia do Sul e no Japão. Será, enfim, um mundo grisalho. E não se trata de exclusividade de países ricos. China e Rússia estarão em uma situação semelhante — no Brasil, as pessoas com mais de 50 serão 42% da população em meados do século.

Pelos cálculos da ONU, o ano de 2047 será um marco: pela primeira vez haverá um número maior de pessoas com mais de 60 anos do que com menos de 15. Não apenas viveremos mais. Viveremos mais com mais saúde.  

Para uma sociedade historicamente acostumada a cultuar a juventude, o fato de que o mundo terá cada vez mais pessoas de meia-idade e idosos costuma ser associado a problemas. É claro que eles existem, mas vale a pena registrar o essencial. Garantir mais e melhores anos de vida é a maior vitória da humanidade até agora — ou alguém aí está triste com a perspectiva de que vai viver mais do que seus antepassados?

Na esfera econômica, o envelhecimento também é uma boa notícia, como já comprovam dados dos Estados Unidos, país que costuma antecipar as tendências que depois se espalham. Os 106 milhões de americanos nascidos de 1946 a 1964, conhecidos como baby boomers, estão cheios de fios brancos. Considerados o grupo que forjou a sociedade de consumo, eles estão mais maduros, mas continuam enchendo lojas e shopping centers. Os americanos com 50 anos ou mais movimentam 7,1 trilhões de dólares por ano — se formassem um país independente, seriam o terceiro maior PIB, atrás de Estados Unidos e China. Os baby boomers são líderes de compras em 119 das 123 categorias de bens de consumo, controlam 80% da riqueza e gastam 90 bilhões de dólares por ano em carros — 28% mais do que os com menos de 50. 

Essa geração é a primeira que cresceu com aparelhos eletrônicos dentro de casa e testemunhou o surgimento do computador e da internet. Isso faz com que seja formada por ávidos consumidores de tecnologia.

No ano 2000, apenas 36% das pessoas na faixa de 50 aos 65 anos já haviam usado a internet. Em 2012, esse número chegou a 85%. Os gastos com tecnologia de pessoas na faixa dos 50 aos 64 anos nos Estados Unidos representaram 40% do mercado de produtos tecnológicos. Pelos cálculos da consultoria Nielsen, 32% deles têm smartphone e, ao todo, gastam 12% mais em compras online do que a geração de 35 a 46 anos. 

A vida média no período passou de 70 para 78 anos, e isso gerou 3,2 trilhões de dólares a mais de renda por ano. Esse bônus veio principalmente pela redução de mortes prematuras causadas por ataques do coração e câncer. É uma geração mais saudável, que conseguiu produzir mais por mais tempo.

No Japão, um dos 32 países em que a expectativa já entrou na casa dos 80 anos, 44% dos gastos pessoais são feitos por consumidores com mais de 60. No Brasil, o consumo das pessoas acima dos 50 anos é de 917 bilhões de reais. Elas gastam por ano quase 135 bilhões de reais em alimentos e bebidas, 64 bilhões em carros, 49 bilhões em artigos de vestuário, 24 bilhões em produtos de higiene e beleza e 12 bilhões em viagens.

O efeito mais imediato dessa nova demografia brasileira já pode ser sentido nas previsões do varejo. Pelos cálculos da Escopo, nos próximos quatro anos, o consumo das pessoas com 50 anos ou mais no Brasil deverá crescer 35%. Em países com taxa de envelhecimento maior, como a França, as projeções revelam um fenômeno mais acentuado.

Hoje, um terço dos investimentos feitos por laboratórios e universidades em novos remédios, cerca de 56 bilhões de dólares, está ligado à biomedicina, muito eficaz no combate a algumas das doenças que mais matam idosos e os deixam com a saúde fraca nos anos finais. 

Por isso, é importante que um eventual avanço da longevidade seja acompanhado de melhora na qualidade de vida. Adicionar anos de vida pode não ter tanto valor assim. A menos que uma pessoa de 100 anos possa viver como uma de 60.


Fonte: Revista Exame – Edição 1053

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Diabetes na Terceira Idade

A chamada Terceira Idade para alguns, é um aprisionamento, para outros é a conscientização de seu atual momento, que deve ser vivido com o mesmo amor e dedicação que vivenciou em seus anos mais jovens. A terceira idade não comprometida psicologicamente é aquela que cuida, vive e quer continuar vivendo a vida em toda sua plenitude. Dentro dos aspectos biopsíquicos da terceira idade, o que mais nos chama a atenção é o estresse, o desgaste físico e a tendência à obesidade localizada.

Quando o diagnóstico chega, geralmente a primeira reação é de incredulidade e negação. Em seguida a pessoa se sente chocada, apática e cria uma sensação de descrença. Ela age, ignorando muitas vezes o diagnóstico. Manifesta sentimentos de dor emocional, tristeza, angústia e mal estar.

O sentimento de culpa e depressão muitas vezes é inevitável. Nenhuma outra emoção humana é tão aflitiva e dolorosa quanto à culpa, por sermos diretamente responsáveis por nossas escolhas.

O tempo, a dedicação, o amor, o afeto dos familiares e a crença, formam o elixir perfeito para ajudar o portador de diabetes a superar sua dor e tristeza. Ao tomar consciência de si, começam a elaborar a própria doença. Este processo envolve a procura de mecanismos de recuperação, uma reeducação alimentar, social e físico-emocional e o trabalho que passa a ter valor terapêutico.

Neste momento, a troca de vivências com portadores da mesma doença tem um valor infinito, como o conhecimento da própria doença, a descoberta de uma nova forma de viver e enxergar a própria vida e a descoberta de não estar só, levando-o a repensar suas crenças e valores.

Reaprende assim a conviver com sua própria condição. Geralmente essas pessoas buscam a intervenção de uma equipe interdisciplinar presente em instituições que ajudam o portador a se recolocar no mundo com o seu eu mais reestruturado. Conscientes de sua realidade retomam as tarefas diárias com mais coragem e responsabilidade sobre sua própria vida, aceitando mudanças e vivendo com mais autenticidade novos modelos de ser.

Compreender estas pessoas perfaz uma necessidade urgente dos profissionais da saúde de se apoderarem de uma escuta mais qualificada, e a se questionarem sobre alguns aspectos do nosso comportamento profissional e pessoal ao lidar com o desequilíbrio das emoções humanas.

Somente através da compreensão desses pacientes, é possível cuidar de ajudá-los a enfrentar tais situações. A vida está aí presenteando com a riqueza de apenas ser. Cabe a cada um se responsabilizar por suas próprias escolhas. Pode-se escolher passar por ela com esperança e confiança da descoberta das próprias capacidades e novas habilidades ou afundar na amargura do desconhecido.

Por: Regina Niglio - psicoterapeuta especializada em doenças crônicas e membro do Conselho Consultivo e Científico da Associação Diabetes Brasil (ADJ)
Fonte: Portal de bem com a vida



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Onde os idosos têm vez

Mais cidades pelo mundo voltam as atenções para as pessoas acima de 60 anos. Não é só política social. O impacto aparece nas finanças públicas e na economia


A paulista Ernestina Silvestre Conti retardou ao máximo a aposentadoria. Ela só conseguiu parar de dar aulas em uma escola municipal no ano passado, aos 65 anos – trabalhou sete a mais que a média brasileira. O motivo não foi necessidade de dinheiro, e sim o receio de ficar parada.

No primeiro ano da nova fase, porém, Ernestina viu que na cidade onde mora só fica em casa quem quer. Às segundas e quintas-feiras, ela faz capoeira, caratê e pilates. Às terças e quartas, ioga. Na sexta-feira, musculação e hidroginástica. A programação é oferecida pela prefeitura. “Se eu morasse em qualquer outro lugar do país, não teria isso perto de casa”, diz. Ernestina faz parte do grupo de 29 700 cidadãos acima de 60 anos que vivem em São Caetano do Sul, no ABC paulista, a melhor cidade brasileira para os aposentados, segundo pesquisa feita para EXAME pela empresa de análise de dados Urban Systems. Foram analisados municípios a partir de 100 000 habitantes em aspectos econômicos, demográficos e de qualidade de vida.

Não é a toa que São Caetano do Sul está no topo. Por lá, a esperança de vida ao nascer é de 72 anos, a terceira melhor entre os municípios pesquisados. Na cidade, 90% dos ônibus estão adaptados para cadeirantes e 30% dos idosos vivem próximos a calçadas com rampas. Essas pessoas têm acesso a atendimento psicológico individual e a hidroterapia. Tudo sem custo. Ernestina não gasta nem um real. E não que o lado financeiro seja um problema, já que sua renda mensal supera 6 000 reais – na cidade, pela alta escolaridade, a renda dos idosos é 40% mais elevada do que a média da população brasileira. Em São Caetano do Sul, a preocupação com essas pessoas está na agenda há três décadas – são 116 idosos para cada 100 jovens, a maior proporção do Brasil. E o município colhe os frutos de suas políticas. Em 2011, as internações por doenças hipertensivas caíram para 9% dos idosos, ante 15% um ano antes. As por doenças endócrinas e nutricionais passaram de 37% para 32%. “Investimos em prevenção para o idoso procurar menos os serviços de saúde”, diz o prefeito Paulo Pinheiro, médico que atendeu por 25 anos no município.

Estudo da ONG Trust for America’s Health mostra que cada dólar investido em estímulo à atividade física de adultos trás economia de 5,6 dólares com serviços de saúde. Cuidar dos idosos não é uma questão apenas social, mas econômica. A prefeitura da cidade do ABC investe 13 milhões de reais ao ano em iniciativas para essa população, que gasta 39 milhões por mês na economia local, segundo o instituto de pesquisas da Universidade de São Caetano do Sul.

O envelhecimento da população é uma preocupação latente das cidades. Até 2050, o mundo terá mais de 3 bilhões de pessoas acima dos 50 anos. A maioria delas viverá em centros urbanos. Enquanto a discussão federal foca a previdência social e a saúde, nos governos municipais ela é mais abrangente. “A responsabilidade das cidades está na infraestrutura e na inserção do idoso na comunidade”, diz Michele Grahnolati, líder para o setor de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial. Um programa da ONU chamado Cidade Amiga do Idoso, iniciado com 33 prefeitos em 2006, já conta com 1 400 municípios adeptos. Nessas cidades, a OMS incentiva a formação de grupos com a sociedade civil e as autoridades para ouvir os idosos e traçar planos de ação. Uma cidade amiga instiga as pessoas a ter boa saúde e aprendizado contínuo e garante a segurança.

Fonte: Revista EXAME – Edição 1053

Por: Flávia Furlan